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Yet Go e Uber abrem espaço em Belém e ganham novos adeptos

Apesar da proibição por lei municipal, aplicativos ampliam serviços na cidade


Por: Victor Furtado/O Liberal Em 22 de janeiro, 2017 - 07h24 - Belém

A proibição de aplicativos de transporte particular, como Uber e Yet Go, pela Câmara Municipal de Belém (CMB) e pelo prefeito Zenaldo Coutinho, por meio da lei 9.233/2016, de autoria do presidente da casa, Orlando Reis (PSB), não impediu que o Uber começasse o recrutamento de motoristas na capital e o Yet Go, que já funcionava há mais tempo, continuasse funcionando e ganhando novos adeptos. Segundo o próprio Sindicato dos Taxistas de Belém no Estado do Pará (Stabepa), no entanto, a frota de táxis em Belém, atualmente superior a 5 mil, já é o dobro do que realmente precisaria rodar para atender a população.

Foto: Tarso Sarraf/O LiberalMuitas pessoas que já usaram Uber em outros estados relataram experiências positivas e corridas bem mais baratas que com táxis regulares. O mesmo com o Yet Go, em Belém. Sempre são ressaltadas características como viagens seguras, confortáveis e com tratamento impecável. Há reclamações e até denúncias, mas de maneira informal. Usar o aplicativo do Uber, na capital paraense, resulta na mensagem de que o serviço não está disponível ainda. 

Para se tornar motorista dos aplicativos, os interessados precisam passar por entrevistas, vistorias nos veículos e estarem de acordo com uma longa lista de exigências em relação ao profissional e ao veículo. 

O poder público, em nível nacional, teve dificuldades de lidar com a questão. A lentidão na tomada de decisões, em Belém, é retratada no tempo levado para que a prefeitura regulamentasse o serviço de mototáxi e o fato de até hoje não ter regulamentado o transporte complementar alternativo.

Sindicato pede prisão para donos

Em um teste com o Yet Go, pedir um transporte foi muito rápido. O veículo chegou em cerca de 10 minutos, mas há relatos pela internet de tempos de espera maiores. O motorista, cuja identidade será preservada, foi bastante atencioso e disse que a lei que proíbe os aplicativos de transporte particular só protegem monopólios de serviços caros e de baixa qualidade. 

Na avaliação de Alain Castro, presidente do Stabepa, os aplicativos já impactaram no serviço dos táxis regulares, mesmo que ainda não haja dados ou instrumentos para mensurar quanto. Ele foi duro e ofensivo em relação aos aplicativos e respectivos “donos”.

Em nota, a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) informou que apesar da lei ainda não estar em vigor, já existe fiscalização. “Em caso de flagrante o veículo é apreendido, além de ser aplicada uma multa administrativa, como prevê o Código de Trânsito Brasileiro (CTB)”, disse em nota. Pela lei 9.223/2016, a multa é de R$ 1,7 mil.

Veja uma simulação de preço abaixo: