UFPA abre museus à visitação nas férias

São quatro espaços com material distinto, que vai da arte à ciência


Por: Portal ORM Em 12 de julho, 2018 - 14h39 - Entretenimento

Opções de entretenimento educativo e de passeio gratuito nas férias, quatro museus mantidos pela Universidade Federal do Pará (UFPA) aliam conhecimento científico ao lazer pela curiosidade. Artes e experimentos científicos interativos estão à disposição em três espaços no campus do Guamá e um fora da UFPA. A instituição convida a população a visitar esses espaços em julho, com o intuito de criar uma cultura de visita aos demais museus do Estado.

O Museu da UFPA tem uma coleção variada de cartuns, desenhos, tirinhas e caricaturas. Criado na década de 1980, o museu tem a missão de preservar, difundir e valorizar a produção artística da região Norte. É o único museu universitário de arte da região Norte e um dos únicos museus federais do Estado. O acervo inclui pinturas e esculturas com identidade regional. O museu fica na avenida Governador José Malcher e funciona de terça a sexta, das 8h às 17h. Aos sábados e domingos, o horário de visitação é das 10h às 14h.  Os museus que ficam dentro do campus principal oferecem a oportunidade de um passeio pelo próprio espaço da universidade.

No Museu de Geociências, os visitantes têm contato com rochas, cristais, minérios e gemas. É possível conhecer de perto a matéria-prima das grandes mineradoras do estado, como bauxita e caulim. Os astros do acervo são uma pegada fossilizada de um carnotaurus (dinossauro da América do Sul); uma enorme formação de ametistas; e um meteorito, encontrado em 1989, na localidade de Ipitinga, em Tomé-Açu.

O museu fica no setor básico, perto do laboratório de Geologia e da Fadesp. As visitas podem ser feitas de 8h às 12h e de 14h às 17h, de segunda a sexta-feira. O agendamento pode ser feito pelo telefone (91) 3201-7428 ou pelo e-mailmlc@ufpa.br. Ou visitado diretamente.

“Tudo é bem interessante. Aqui conhecemos coisas, de verdade, que a gente só ouve falar.  Por exemplo diamante, rubi. Estou gostando bastante”, disse Fernanda Caroline, que visitou o Museu de Geociências após várias vezes ter passado na frente. Com um pouco mais de tempo livre, foi a oportunidade ideal para conhecer e aprovar. Ela já conhecia o Museu Interativo de Física de quando estava no ensino médio.

O Museu Interativo de Física quebra a máxima de que não se toca em nada em museus. Os vários experimentos disponíveis recriam a sensação dos grandes inventores da história da ciência. E fazem com que o visitante compreenda a origem de tecnologias corriqueiras e banalizadas. Entre elas, lâmpadas, pilhas, telefone, dínamo, gerador e motores. Fica no setor básico, não tão distante do centro de convenções e da reitoria.

“Este é um centro para difundir e popularizar a ciência. Temos públicos de todos os níveis lidando com réplicas de experimentos históricos. Temos uma réplica da lâmpada de Thomas Edison, por exemplo. E além de lições de física, o visitante aprende um pouco sobre a história da ciência e do desenvolvimento tecnológico da humanidade. Sobre como chegamos no que temos no nosso dia a dia”, explica Luís Carlos Crispino, professor de Física da UFPA e um dos responsáveis pelo museu, que pode ser visitado pela manhã, de segunda a sexta, de 8h às 12h.

Já o “Museu de Anatomia” da UFPA paralisa suas atividades a partir do dia 13 de julho, retornando só em agosto. O Museu é aberto à comunidade externa e conta com laboratórios que permitem a interação de visitantes com peças reais do corpo humano, como órgãos e ossos. Também há várias experimentações sobre o funcionamento do organismo. Um feto geralmente é uma das peças que mais chamam a atenção.