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Transporte alternativo é opção durante greve de rodoviários

Confira as opções de vans e micro-ônibus na Região Metropolitana de Belém


Por: O Liberal Em 24 de maio, 2016 - 07h07 - Região Metropolitana

Atualizada às 11h24

Milhares de moradores de Belém estão prejudicados com a greve dos trabalhadores rodoviários, que começou nesta terça-feira (24). Aqueles que não podem cancelar os compromissos, buscam outras alternativas para chegar ao destino, como a carona amiga ou de familiares, táxi ou mototáxi. Uma das opções mais procuradas é, sem dúvida, o transporte das vans ou micro-ônibus. A greve afeta mais de um milhão de usuários na capital paraense. 

Ônibus  parados na garagem de empresa. Foto: Sindicato dos Rodoviários de Belém

Há, aproximadamente, 1.300 veículos dessa categoria atendendo aos moradores da Região Metropolitana de Belém - mil deles funcionam apenas em Belém. Diariamente, de acordo com a Federação das Cooperativas de Transporte Público Alternativo, Complementar e Suplementar no Estado do Pará (Fetransporte), esses veículos transportam 250 mil pessoas, levando os cidadãos de diversos bairros da capital e de Ananindeua e Marituba até o centro ou a pontos estratégicos, como o Entroncamento ou o Terminal de São Brás.

 

Os trabalhadores desse ramo são aconselhados a cobrar R$ 2,50 por passageiro, mas, como o serviço ainda não foi regulamentado, muitos estipulam seu próprio valor, principalmente em dias de greve, quando a passagem pode chegar a R$ 5. Diretor do Fetransporte, Waldir Segundo diz que a entidade não concorda com esse tipo de atitude. “O correto era permanecer o mesmo valor, até como forma de respeito à população e para que a gente possa aproveitar esse momento para aparecer como opção para suprir essa demanda, mas têm os que se aproveitam e cobram R$ 4 ou R$ 5”, disse.

 Foto:  Fábio Costa / O Liberal

Ele admite que o transporte alternativo não consegue suprir toda a demanda da falta de ônibus nas três principais cidades da Região Metropolitana de Belém. Porém, é uma das principais opções para aqueles não que podem cancelar compromissos por causa da greve. “Não digo que supre tudo, porque é muita gente. Mas, no dia a dia, a gente transporta, diariamente, 250 mil passageiros. Esse número pode dobrar. Não digo que triplica, porque muita gente vai deixar de sair de casa por causa da greve”. 

Waldir conta que a Federação faz reunião constante com a categoria para debater sobre vários assuntos, inclusive sobre segurança e atendimento aos passageiros. “Mas vai sempre aparecer a parte ruim, porque vai ter gente cobrando R$ 5, andando de porta aberta. Isso se sobressai sobre as coisas boas que o transporte alternativo representa”, reclamou. 

Greve 

Ainda não foi agendada uma nova rodada de negociações entre o Sindicato dos Rodoviários de Belém, Ananindeua e Marituba e o Sindicato das Empresas de Transportes. Os trabalhadores resolveram entrar em greve após uma assembleia realizada na noite de ontem (23). Além do reajuste salarial de 13%, os trabalhadores exigem aumento do tíquete alimentação para R$ 600, pagamento de adicional de periculosidade a cobradores, motoristas e trabalhadores da manutenção, redução da jornada de trabalho para seis horas diárias, adoção de ponto biométrico pela empresas e a criação de convênio com hospitais e aquisição de ambulância para a melhoria do atendimento médico do rodoviário.