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Sinalização apagada ameaça pedestres na Mário Covas

Moradores da Mário Covas dizem que providências são pedidas há anos


Por: O Liberal Em 18 de junho, 2016 - 09h09 - Região Metropolitana

Uma faixa de pedestres apagada, na Rodovia Mário Covas, em Ananindeua, tem colocado em risco a segurança da população. Praticamente inexistente, a sinalização horizontal em uma das vias mais movimentadas do município tem causado acidentes recorrentes, inclusive graves, sendo motivo de muito receio por parte dos pedestres e ciclistas que precisam trafegar pelo local.

Foto: Igor Mota (O Liberal)

No entorno, há escolas, supermercados, diversos pontos comerciais, condomínios residencias, um fluxo intenso de pessoas transitando diariamente pela localidade em condições perigosas, arriscando a vida rotineiramente em decorrência da falta de sinalização adequada. De acordo com os populares, carros, ônibus, motocicletas e caminhões transitam pela via em alta velocidade sem dar preferência aos pedestres, inclusive uma grande quantidade de idosos e crianças, que não mais conseguem enxergar a faixa.  

Vendedora há 3 anos em uma loja de motocicletas nos arredores, Cleidiane Maceira, de 29 anos, contou que o problema é antigo na área. “Eu trabalho aqui há pelo menos 3 anos e sempre foi assim: uma sinalização que ninguém sabe que existe”, explicou. Ainda segundo a comerciante, os acidentes na rodovia são muito frequentes, ocasionando até mesmo mortes. “Motorista nenhum respeita, principalmente porque não sabem que a faixa está aí. Aqui, os acidentes são rotineiros, já vi até morte, infelizmente”, lamentou Cleidiane.

Conforme explicou a vendedora, havia uma placa de trânsito no local, alertando os motoristas sobre a existência da faixa de pedestres e consequente necessidade de redução da velocidade, mas a sinalização caiu por falta de manutenção e nunca foi reposta. “É muito perigoso. A gente tem medo de atravessar aqui. Já falamos diversas vezes com a Semutran, mas durante todos estes anos que estou aqui nada foi feito. O jeito é atravessar com muita cautela”, explicitou.

A estudante Lauriana Souza, de 13 anos, disse que só consegue atravessar a via correndo, pois já não conta com a educação e a cordialidade dos motoristas. “Eu venho da escola, então atravesso aqui, sempre correndo. Os motoristas não param e se a gente passar devagar, é possível que ainda nos batam, na velocidade que passam”, queixou-se.

Costureira em um estabelecimento comercial situado nas adjacências, Lindalva Rodrigues, de 32 anos, se disse temerosa por precisar atravessar a faixa diariamente com os dois filhos pequenos. “É muito arriscado para as crianças, para os idosos. Eu tenho pavor de andar por aqui com os meus filhos. As crianças e os idosos são os que mais sofrem, pois têm que esperar cerca de vinte a trinta minutos para alcançar o outro lado da rua. A Prefeitura de Ananindeua deveria ter mais cuidado com esta travessia, antes que aconteçam mais acidentes e com gravidade”, reclamou.

Uma explicação foi solicitada à Secretaria Municipal de Transportes de Ananindeua (Semutran), mas o órgão não se manifestou até o fechamento desta edição.