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Sete reportagens levam o Prêmio Esso de Jornalismo

Premiação reconhece o profissionalismo dos jornalistas de O LIBERAL


Por: O Liberal Em 09 de dezembro, 2016 - 08h08 - O Liberal 70 anos

Foto: Ary Souza/O Liberal

Ao curso de sete décadas de publicação ininterrupta, o jornal O LIBERAL, das Organizações Romulo Maiorana (ORM), teve diversas reportagens especiais que mereceram os reconhecimentos nacional e internacional, por meio de certames como a categoria regional do Prêmio Esso de Jornalismo, um dos mais importantes do Brasil. Foram premiados os jornalistas João Corrêa, com a reportagem “Filária ainda é perigo” (1960); Agenor Garcia, com “Bispo agredido” (1983); Ana Márcia de Souza e Octávio Cardoso, com “Por trás da invasão do Distrito Industrial” (1986); Manoel Dutra, com “Poluição: tristeza e morte nos descaminhos do ouro” (1988); “Japoneses comprovam: mercúrio está matando índios e garimpeiros” (1990); e “Vida e água se misturam na várzea” (1994); e Jaqueline Almeida, com “Escravas no Suriname” (2005).

Manoel Dutra, 70 anos, jornalista e professor universitário, atuou em O LIBERAL por 25 anos. Ele explica que os jornalistas de sua geração, como Raimundo José Pinto, Antônio José Soares, Ronaldo Brasiliense, entre outros, sempre foram profissionais de mão cheia para escrever e “faro” para a notícia. Ter convivido com esses profissionais lhe impulsionou em seu trabalho e destaca a liberdade que a direção de redação e do próprio jornal sempre lhe deu para ir atrás da notícia. “Hoje, os prêmios para jornalistas já vêm pautados. No meu tempo, eu fazia a minha reportagem e apresentava: ‘eu tenho isso’; esta liberdade é que talvez tenha me auxiliado bastante na busca das matérias que tinham o objetivo de informar e de denunciar as coisas erradas, como no caso da série de reportagens sobre a situação do mercúrio que realmente estava provocando a morte de pessoas, indígenas, garimpeiros, além da contaminação dos rios e, por conseguinte, dos peixes”.

Explica ainda o jornalista que todo profissional de imprensa, além de querer desenvolver uma excelente reportagem, sempre sonha com um prêmio que ateste sua competência, que reconheça para o mundo seus esforços, sua dedicação em bem informar e formar opinião. Ademais, informa Manoel Dutra, os prêmios são selecionados por um grupo de jornalistas altamente confiáveis, competentes, éticos, observadores e que levam a sério a missão de premiar um colega de qualquer ponto do país. Para Dutra, certamente que, até hoje, são levados em conta todos esses critérios pelas bancas julgadoras das reportagens antes de serem anunciados os vencedores dos certames. Todos os concursos, a seu ver, são sérios e hoje existem muitos prêmios para as mais variadas categorias de reportagens, o que continua aguçando o jornalista para ir sempre mais fundo em busca da informação.

Segundo Manoel Dutra, essa sempre teve apoio da diretoria de O LIBERAL. Por isso, passou a denunciar a degradação dos rios pelo mercúrio nas regiões garimpeiras do oeste, sul e sudeste paraenses. “Quando começamos a publicar as matérias, isso chamou atenção da sociedade. A gente percebia o medo das pessoas de virem a morrer, de virem a se contaminar pela água, pelo consumo do peixe. Isso mexeu com a sociedade, mexeu com os governos municipais, chamou atenção para a questão ambiental que ainda não estava tão divulgada como acontece nos dias de hoje”, afirma.

Assim, quando Dutra conquistou o primeiro Prêmio Esso de Jornalismo, categoria reportagem regional, viu o reconhecimento de seu trabalho e de seu esforço em investigar, em trabalhar minuciosamente a matéria antes de divulgá-la nas páginas de O LIBERAL. E acrescenta que para o jornal, “a conquista de um prêmio dessa envergadura é fantástica, pois mostra para o mundo que a empresa tem bons e competentes profissionais, porque não é fácil conquistar o Esso de Jornalismo”. Mostra, ainda, que a empresa dá liberdade aos seus jornalistas de trabalhar fazendo tudo o que é necessário para apresentar uma boa matéria.

Ainda conforme Manoel Dutra, “trabalhar em O LIBERAL foi uma honra para mim. Eu me sinto honrado de ter dado a minha contribuição como profissional de imprensa. Diz que, talvez se fosse em outro jornal, não tivesse permanecido por tantos anos. Dutra já trabalhou como jornalista em Pernambuco e no oeste paraense. Também foi correspondente de agência de notícia e agora se dedica ao magistério. “Foi um período rico, pois trabalhei ao lado de renomados jornalistas. A nossa equipe era boa, eu me dava com todo mundo e nós vivemos a fase do Plano de Integração Nacional do governo militar brasileiro de ocupar a Amazônia, especialmente nas regiões sul, sudeste e oeste do Pará”. Deste modo, completou Dutra, “só tenho a agradecer a O LIBERAL pelas oportunidades que tive em minha carreira e hoje me sinto orgulhoso de ter feito parte da história dos 70 anos do jornal”.