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Lideranças de Abaetetuba discutem ensino modular com a Seduc

Manifestantes alegam que algumas turmas seriam extintas. Seduc garante vagas para os alunos.


Por: Redação ORM News Em 14 de fevereiro, 2017 - 11h11 - Educação

Atualizada às 18h17

Cerca de 150 pessoas, entre pais, alunos, professores e representantes de lideranças comunitárias do município paraense de Abaetetuba, se reuniram em frente à Secretaria de Educação do Estado do Pará (Seduc/PA), no final da manhã desta terça-feira (14), como forma de manifesto a favor da permanência do Sistema Modular de Ensino (Some) em comunidades ribeirinhas da localidade. Por volta de meio-dia, a comissão dos representantes das comunidades ribeirinhas de Abaetetuba e o secretário ajunto de ensino se reuniram para debater as questões reivindicadas. 

Segundo os manifestantes, a Secretaria iria extinguir, aos poucos, turmas de ensino de algumas comunidades para unir com outras que tivessem uma demanda maior, como forma de minimizar gastos. Mas, de acordo com eles, isso prejudicaria o rendimento do estudo das crianças, pois seriam remanejadas para áreas distantes. 

"O acesso ao estudo próximo à sua moradia é um direito conquistado há décadas. Se não houvesse demanda nas turmas, tudo bem. Mas muitas têm demandas grandes, cerca de 20, 30 alunos por classe. As crianças serão prejudicadas se forem remanejadas para outras cidades ou localidades distantes. Eles vão sofrer com o risco da pirataria, que é muito presente na nossa região. Ficarão vulneráveis à ação dos bandidos", declarou o professor Hélio Maués, um dos organizadores do manifesto. Para o docente, a medida é inaceitável, pois há peculiaridades em cada comunidade que necessitam de um maior estudo para avaliar questões de viabilidade.  

Em nota, a Seduc informou que todos os estudantes oriundos do Sistema Modular de Ensino (Some) terão as matrículas garantidas e que a informação foi repassada ao grupo durante a reunião desta terça-feira (14). 

Segundo o secretário Adjunto de Ensino, José Roberto Silva, o Grupo de Trabalho (GT), formado por representantes da Seduc, de professores e do Sintepp,  que foi criado para definir o funcionamento do Some em 2017, vai deliberar pela melhor solução para os estudantes oriundos do Some . “O que po​demos​  garantir é que nenhum aluno ficará fora da escola. Seja naqueles municípios que já tem ensino regular implantado ou nas escolas que, por necessidade, ainda adotarão Some, com o número limite mínimo de 30 alunos por turma, mas se houver alguma localidade que precisar abrir turma para dar continuidade aos estudos de um pequena grupo, cada individualidade será analisada pelo Grupo de Trabalho", destacou.