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Reajuste do tucupi aumenta o preço do almoço do Círio

Preços dos demais ingredientes não aumentaram para atrair os clientes


Por: O Liberal Em 02 de outubro, 2016 - 09h09 - Círio

Auma semana do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, os preços da maniva, do pato e do jambu se mantiveram estáveis desde o início do mês. Por outro lado, o tucupi teve reajustes. Nas feiras livres e supermercados, as vendas ainda não melhoraram e isso fez com que o comércio segurasse os preços, para tentar estimular as vendas no cenário de crise econômica, algo que deve se manter até a semana que vem. Com um pouco de pesquisa e negociação, é possível conseguir preços ainda mais acessíveis, pelo menos nas feiras.

Foto: Cristino Martins/O Liberal

No mercado do Guamá, o feirante Paulo Venâncio vende o quilo de maniva crua a R$ 4 e a pré-cozida (faltando mais dois dias de cozimento) por R$ 5. Ele afirma que esse preço não mudará, até porque, se mudar, não vai vender. “Estou segurando o preço por aqui. Acho que todo mundo está fazendo isso. Infelizmente, não melhorou muita coisa, não. E olha que o preço já deveria ter subido”, disse. Os preços no Ver-o-Peso podem variar um pouco para cima ou para baixo, em até R$ 1. Lá, a maniva totalmente cozida, pronta para temperar, pode chegar a R$ 7 ou R$ 8 o quilo. Os ingredientes, derivados da carne de porco, estão de 10% a 15% mais caros e podem variar entre R$ 8 e R$ 13 o quilo.

Com relação ao tucupi, feirantes do Guamá, da Feira da 25 e do Ver-o-Peso dizem que não tiveram como segurar o preço, porque a mandioca teve um aumento. A garrafa de dois litros do tipo médio sai a R$ 8. O de média-alta densidade sai a R$ 10. Já os concentrados e mais grossos custam entre R$ 15 e 20. No início do mês, o tucupi médio estava R$ 6 por dois litros e o grosso por R$ 10. “Não dá para baixar e nem tem mais como subir. Senão, não vende. A venda está ruim. E se o tucupi não vender, precisa fazer molho para não perder”, lamenta o feirante Gilberto Valente.

Acompanhante obrigatório do tucupi, o jambu, ao menos, não teve variações de preço e é um dos poucos produtos que está com saída mais rápida. O maço custa entre R$ 2 e R$ 3, dependendo da qualidade das folhas e tamanho do maço. O feirante Ruy Conceição comemora que vendeu tudo no Guamá. Já João Araújo, na feira da 25, ainda tem bastante e diz que as vendas estariam melhores, não fosse a greve dos bancários se arrastar por tanto tempo. “Vai melhorar mais perto do Círio”, torce.

O preço dos patos também não subiu. O quilo da ave sai a R$ 32. Um pato inteiro, de quase quatro quilos custa R$ 120. Entretanto, as vendas não melhoraram. “Quando as coisas estavam boas, vendia 15 patos por dia. Hoje, estamos com oito por dia ou menos”, diz o vendedor Marcelo “Pato”, que trabalha na feira da 25. Para ele, a greve dos bancários também atrapalhou, só que a esperança é de melhora para a semana que vem.

Em pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese-PA), a variação percebida entre os preços de feira para feira, entre supermercados e supermercados e entre feiras e supermercados chegou a 30%. Logo, pesquisar preços antes de comprar é fundamental.