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Preso acusado de mandar matar líder rural de Xinguara

Homem foi preso na cidade de Querência, no Mato Grosso. Ele é acusado de ser o mandante da execução do presidente de uma associação rural


Por: Redação ORM News com informações da Polícia Civil Em 24 de março, 2017 - 19h07 - Polícia

Foto: Polícia Civil

Na próxima semana, a Polícia Civil vai recambiar, para Redenção, o preso Enivaldo Emiliano Cardoso, 46 anos, também conhecido como "Vermelhão". O homem é acusado de ser um dos mandantes do assassinato de Nedir Antonio de Moraes, um dos presidentes de uma associação de trabalhadores rurais da colônia Escalada do Norte, localizada na zona rural de Rio Maria e Xinguara, sudeste paraense, em 1º de dezembro de 2016.

Enivaldo foi preso por policiais civis na quinta-feira (23), na cidade de Querência, no Mato Grosso, em uma operação com policiais civis da Delegacia de Conflitos Agrários (DECA) de Redenção. O acusado estava com mandado de prisão decretado pela Justiça paraense em decorrência de investigações presididas pelo delegado Valdivino Miranda, titular da DECA. Natural de Goiás, Enivaldo é acusado de integrar um grupo responsável por roubos e furtos de veículos e crimes de pistolagem na região sudeste do Pará. 

Enivaldo seria a pessoa que pega veículos roubados e os revende na região, repassando o dinheiro da revenda aos autores dos roubos e furtos. Em 2013, Enivaldo chegou a ser preso por policiais civis da DECA de Redenção, na área da fazenda Cristalino, em Santana do Araguaia, sul do Pará, por porte ilegal de arma de fogo. No último dia 17, Francisco Pereira da Silva, conhecido como "Cris", um dos acusados de executar o líder rural foi preso com mandado de prisão preventiva. Ele e Moacir Abreu da Silva Filho, conhecido como "Nego" (preso no Centro de Triagem de Marabá) são apontados como os executores do crime a mando de um homem conhecido como "Zé Nilton" e Enivaldo Cardoso, responsáveis pelo planejamento do crime.

Nedir Moraes foi assassinado após ter ido até o município de Xinguara para trocar um cheque referente à venda de uma parcela rural do assentamento Escalada do Norte. Na volta ao assentamento, ele foi alvejado por tiros de armas de fogo vindos de um barranco na mata enquanto dirigia seu carro pela estrada perto da localidade de vila São Francisco. O crime foi testemunhado pela esposa, filha e outras duas mulheres que acompanhavam a vítima e que fugiram pela mata até conseguir abrigo em uma fazenda a 5 quilômetros do local.

No local da emboscada, foram encontradas munições calibres 38 e 44 intactas e cápsulas deflagradas. Após investigações, a equipe policial conseguiu localizar dois dos executores, Moacir Abreu e Francisco Pereira. Segundo o delegado, os dois são integrantes de uma associação criminosa que tem como principais práticas os crimes de roubo de motocicletas na região, além do tráfico de drogas e homicídios em Marabá. 

Em depoimento, os dois acusados afirmaram que haviam sido contratados há algum tempo por Enivaldo Cardoso e "Zé Nilton" para executar Nedir de Moraes. Inicialmente, eles deveriam somente roubar uma motocicleta e repassar para Enivaldo. Porém, após o roubo da motocicleta, Enivaldo e Zé Nilton propuseram que Moacir e Francisco os acompanhassem até um local onde seria feita uma emboscada para matar o presidente de uma das associações do assentamento Escalada do Norte. Para conseguirem realizar o crime, os acusados emitiram um cheque em nome de um suposto comprador do Estado de Goiás que estaria interessado em adquirir uma parcela rural no assentamento. O cheque foi repassado a Nedir, que, após realizar a troca do cheque por dinheiro, transferiu a quantia para a conta da esposa de Enivaldo, que havia sido o intermediário da suposta venda de terra. As investigações sobre o crime continuam.