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Preço do pescado comercializado em Belém volta a subir

Com a Semana Santa cada vez mais próxima, a maioria das espécies de pescado comercializada em mercados municipais aumentou de preço


Por: Redação ORM News com informações do Dieese Em 24 de março, 2017 - 19h07 - Belém

Visando garantir o abastecimento e na busca do equilíbrio de preços, pelo 29º ano consecutivo, o Governo do Estado do Pará vai editar decreto proibindo a saída do pescado do território paraense e, do mesmo modo, a Prefeitura Municipal de Belém também proibirá a saída do pescado da capital. O período se estende da próxima segunda-feira (27) até 14 de abril.

Como já era de se esperar, o pescado consumido pelos paraenses está mais caro. É o que mostra o balanço sobre a trajetória de preço, com base nas pesquisas conjuntas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE/PA) e da Secretaria de Economia de Belém (SECON/PMB), abrangendo os meses de janeiro e fevereiro de 2017.

A pesquisa, realizada em  Mercados Municipais de Belém, mostra que nos dois primeiros meses de 2017 a grande maioria do pescado pesquisado apresentou alta de preços, com destaque para o surubim, com reajuste de 33,33%, seguido da pescada gó, com alta de 32,76% e da arraia, com alta de 31,14%; confira a lista completa com a alta nos preços das espécies de pescado regionais:

  • Piramutaba, com alta de 29,73%;
  • Xaréu, com alta de 28,64%;
  • Pescada branca, com 23,36%;
  • Aracu, com 22,72%;
  • Curimatá, com 22,38%;
  • Camurim, com 22,08%;
  • Cação, com 20,00%;
  • Peixe serra, com 18,53%;
  • Tamuatá, com 15,95%;
  • Sarda, com 15,83%;
  • Apajari, com alta de 15,63%;
  • Tainha, com alta de 11,85%;
  • Tucunaré, com 11,57%;
  • Dourada com alta de 8,27%;
  • Tambaqui com alta de 6,16%;
  • Gurijuba com alta de 5,93%;
  • Corvina com alta de 5,45%;
  • Cachorro de Padre com alta de 5,27%;
  • Pescada Amarela com alta de 3,16% e
  • Bagre com alta de 2,12%.

Também no mesmo período, poucas espécies de pescado apresentaram diminuição de preços. As quedas mais expressivas foram: a pirapema, com queda de 13,59%, o pacu, com queda de 10,50%; filhote, com 6,99%; e a pratiqueira, com queda de 1,36%.

Estes aumentos sequenciais que aconteceram desde o final do ano passado e continaram nos dois primeiros meses deste ano já eram esperados, em virtude dos problemas que envolvem a comercialização do pescado. Infelizmente, os dados levantados nesta primeira quinzena de março mostram nova alta de preços.