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Preço das mensalidades volta à discussão nesta terça-feira

Esta será a terceira tentativa de negociação realizada neste ano


Por: O Liberal Em 22 de novembro, 2016 - 08h08 - Amazônia

Uma nova reunião para discutir os índices de reajuste das mensalidades escolares para 2017 no Estado deve ser realizada hoje, a partir das 11h, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará, que fica na Praça Barão do Rio Branco, 93, no bairro da Campina. 

Esta será a terceira tentativa de negociação, este ano, com a participação do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese-PA), que espera contar com a presença de representantes do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinepe), que não compareceram aos dois primeiros encontros agendados. 

Segundo o supervisor técnico do departamento, economista Roberto Sena, das negociações tomam parte representantes do Dieese, da OAB, do órgão de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-Pará), do Ministério Público Estadual e da Associação de Paes e Alunos Intermunicipais do Estado do Pará (Apaiepa). O objetivo principal do encontro é tratar com as escolas sobre o reajuste da mensalidade escolar para o ano que vem, além de questões relacionadas ao acordo, como a lista de material escolar e o desconto para mais de um filho matriculado na mesma instituição. 

“Nossa expectativa é que o Sindicato das Escolas compareça, já que dos dois primeiros encontros o Sinepe não participou, impossibilitando que as pautas avançassem”, esclareceu Sena. “O assunto precisa ser tratado, porque temos a informação de que há escolas encaminhando para os pais a carteirinha da pré-matrícula com proposta de aumento acima da inflação”. Roberto Sena disse ainda que a estimativa é de um reajuste em torno de 8,5%, com base nos índices inflacionários de de janeiro a dezembro de 2016. Segundo ele, ao longo de vários anos a base da negociação tem sido a inflação. 

O economista destacou, ainda, que desde a mudança para o Plano Real, em 1994, até 2014 as entidades conseguiam fechar acordo de mensalidade escolar com abrangência estadual, desde a educação infantil até o ensino médio. A partir do ano passado, no entanto, com a nova dinâmica da economia, criou-se um entrave. “Desde 2015, o Sinepe não quis mais fazer acordo por conta da inflação em alta que poderia explodir e não ter como repassar além do que já havia colocado. Com isso, em alguns momentos, aumentou a inadimplência em até 30% e isso pode continuar porque os salários não são compensados. Em novembro já houve duas tentativas de reunião com o sindicato e agora esperamos que seus representantes compareçam”, reiterou Sena.