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Policial acusado de morte de protético é condenado a 26 anos

Carlos Oliveira Júnior é acusado de ser o mandante da morte de Dário Alves, em maio do ano passado no Guamá.


Por: Redação ORM News Em 05 de abril, 2017 - 09h09 - Polícia

ATUALIZADA ÀS 17H30

O policial militar Carlos Alberto Jardim de Oliveira Júnior foi condenado a 26 anos de prisão em regime inicial fechado, por de homicídio duplamente qualificado. O acusado foi julgado na manhã desta segunda-feira (5), no Fórum Criminal de Belém, acusado da morte do protético Dário Rangel Ferreira Alves, 22 anos, assassinado com cinco tiros em maio do ano passado no bairro do Guamá, em Belém.

Durante o julgamento, a defesa de Carlos Alberto negou a autoria, mas a promotoria manteve a acusação nos termos da denúncia. Os jurados acataram a tese de acusação, reconhecida pela maioria dos votos. 

Dário Rangel Ferreira reagiu a uma tentativa de assalto e morreu na passagem Paulo Cícero, depois que reconheceu o assaltante. O outro acusado de participação no crime, o também policial Leandro Dias Santos recorreu da sentença protelada pelo Ministério Público. Na manhã de hoje, três testemunhas de acusação vão depor.

Foto: Glória Lima/TJPA

O caso

Dário Rangel Ferreira Alves, de 22 anos, foi assassinado com cinco tiros em meio do ano passado, após ter evitado um assalto na passagem Paulo Cícero, no bairro do Guamá. Ele estava próximo a um bar, conversando com amigos, quando percebeu que o PM Carlos Oliveira Júnior tentava roubar uma moto. A vítima conhecia o assaltante e interferiu, dizendo que ele não deveria roubar ninguém da área, pois todo mundo o conhecia. O rapaz ignorou a recomendação e uma discussão começou, resultando em uma ameaça de morte. A pedido de Carlos Oliveira Júnior, Leandro Dias Santos, também PM, voltou ao local e atirou várias vezes contra Dário.

Leandro Dias Santos foi preso na Ilha do Marajó dez dias após o crime. As investigações revelaram que o policial militar matou o jovem a pedido do melhor amigo, Carlos Alberto Junior de Oliveira, que também foi preso no dia anterior no município de Benevides. 

As investigações da polícia mostram que Junior não gostou de ser confrontado e foi buscar ajuda com o melhor amigo, o soldado Leandro Dias Santos, que também mora no bairro do Guamá. Os dois retornaram ao local da discussão para procurar Dario Rangel. O rapaz foi rendido enquanto estava a caminho de casa. O PM efetuou cinco disparos na vítima, que foi socorrida e levada até o PSM  do Guamá, mas não resistiu aos ferimentos e morreu duas horas depois de ser submetida a coma.