Mais Acessadas

Preços altos do pão e do café continuam chegando à mesa

Segundo o Dieese/PA, paraenses precisam trabalhar cada vez mais para comprar a mesma coisa.


Por: Redação ORM News com informações da assessoria Em 27 de fevereiro, 2017 - 11h11 - Economia

Foto: Reprodução

A grande maioria dos produtos que integram a cesta básica dos paraenses tiveram crescimento de preços superior a média e também a inflação, entre eles está o tão necessário pão e café. 

A alta no preço do Kg do café consumido pelos paraenses nos ú ltimos 12 meses foi a seguinte: em janeiro do ano passado o Kg do café consumido pelos paraenses foi comercializado em média em padarias, mercearias e supermercados da capital a R$ 17,75; em dezembro do mesmo ano foi comercializado em média a R$ 22,22, já no mês passado foi comercializado em média a R$ 21,44. Com isso, o preço do Kg do café consumido pelos paraenses comercializado em Belém teve uma alta acumulada nos últimos 12 meses de quase 21%, contra uma inflação de 5,44% (INPC/IBGE) calculada para o mesmo período.

Como no cálculo da cesta básica a previsão de consumo mensal do café por trabalhador no Pará é de 300 gramas, o gasto total mensal de consumo do café em janeiro de 2017 atingiu  R$ 6,43 com um impacto em relação ao salário mínimo de 0,75%.

Para adquirir o produto este ano nas quantidades previstas na cesta básica, o trabalhador paraense teve que trabalhar 01h31min.

Já o preço do Kg do pão careca consumido pelos paraenses nos últimos 12 meses foi comercializado em janeiro de 2016 a R$ 9,67 , em dezembro do mesmo ano a média foi R$ 10,95 e no mês passado foi comercializado em média a R$ 10,99. Com isso, o preço do Kg do pão consumido pelos paraenses comercializado em Belém teve uma alta acumulada nos últimos 12 meses de quase 14%, contra a mesma taxa de inflação do café.

Como no cálculo da cesta básica a previsão de consumo mensal do pão por trabalhador no Pará é de 6 gramas.

O gasto total mensal de consumo do pão no mês passado atingiu R$ 65,94 com um impacto de 7,65% em relação ao salário mínimo. E para que os paraenses adquirissem o produto, era necessário trabalhar 15h29min. Em outras palavras, com os preços dos produtos básicos cada vez mais caros e com o poder aquisitivo cada vez menor, os paraenses a cada dia aumentam sua carga horária de trabalho para adquirir os mesmos produtos, ou seja, é preciso trabalhar cada vez mais para comprar a mesma coisa.