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Paraenses precisam renegociar dívidas

Consumidor deve sanar contas com bancos, cartões e lojas para equilibrar orçamento


Por: O Liberal Em 28 de fevereiro, 2017 - 09h09 - Economia

Depois do Carnaval, muita gente terá que renegociar dívidas no banco, com operadoras de cartão de crédito e prestadoras de serviços. E, nessa hora, é preciso adotar algumas medidas para ficar com o nome limpo na praça, além de não comprometer totalmente o orçamento. “Basicamente, as negociações (em banco, operadoras de cartões e lojas e prestadoras de serviços) devem seguir os seguintes passos: comparecer ao departamento de negociação da instituição levando os documentos pessoais e o demonstrativo de débitos. E verificar qual o valor atualizado da dívida junto à instituição, solicitando demonstrativo que possa ser identificado separadamente o valor principal, valor dos juros e da multa”, disse o economista Nélio Bordalo Filho.

A pessoa também deve comunicar ao departamento competente da instituição que está querendo negociar a dívida e perguntar quais as condições e alternativas de negociação. E, após isso, verificar o que pode reduzir em juros e multa o maior valor possível. “A negociação é importante, mas de nada adianta chegar na mesa de negociação e aceitar uma proposta que a pessoa não terá condições de pagar. Portanto, é necessário, nesse momento, saber qual é a situação do orçamento pessoal em relação a renda e os gastos essenciais, como habitação, alimentação e saúde e outros compromissos mensais. E, após realizar esse cálculo, a pessoa deve também cortar os gastos supérfluos, para poder se preparar para pagar a dívida que foi negociada com a instituição”, acrescentou ele, que é conselheiro do Conselho Regional de Economia do Pará e Amapá (Corecon-PA/AP).

Ainda segundo o economista, a pessoa também deve verificar se a proposta é interessante para poder cumpri-la. “Se for necessário um tempo para analisar com mais calma a proposta da instituição, isso deve ser colocado na negociação. Pedir um prazo para refletir sobre a proposta, diante dos demais compromissos financeiros mensais que a pessoa já possui, e assim ter a certeza que pode arcar com aquele valor mensal definido na negociação”, afirmou.

Geralmente, afirma o economista Nélio Bordalo Filho, a primeira proposta da instituição costuma vir com valores altos e apenas alongar a dívida, repartindo o débito em mais parcelas para dar a impressão de que a prestação não vai pesar no bolso. “Porém, é necessário analisar se há, de fato, um benefício na opção. Quanto mais parcelas, mais juros o consumidor vai pagar, ainda que a taxa seja baixa. Por esse motivo, deve ser bem pensado se é favorável ou não alongar por muito tempo e parcelas a negociação”, orienta.

Ele afirma ser importante reservar, no orçamento pessoal, o valor para pagamento mensal da negociação, “que não deve ser usado para outro fim, pois o não pagamento da negociação pode causar a quebra do acordo”.

Nélio Bordalo Filho também alertou que não se deve voltar a cair na armadilha com a negociação. “Depois que a dívida for renegociada, é necessário um cuidado ainda maior para não descontrolar as finanças novamente”, afirmou. Caso a pessoa não conseguir pagar a dívida, será mais difícil renegociar o débito novamente em condições favoráveis.

“A pessoa que possui dívidas a serem negociadas deve ter o cuidado de manter o endividamento em 30% de sua renda mensal, para evitar o descontrole financeiro”, afirmou.