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Novo embate com Marcelo e Mattos é a motivação do Cruzeiro

Aliados no bi brasileiro, dirigente e treinador defendem o Palmeiras no duelo desta quarta


Por: Globoesporte.com Em 19 de agosto, 2015 - 08h08 - Copa do Brasil

No último jogo contra o Cruzeiro, Marcelo recebeu abraços do ex-comandados (Foto: Reprodução/TV Globo)

A lembrança mais recente é das boas. O último jogo contra o Palmeiras foi há menos de duas semanas, e a atuação impressionou. Nos primeiros minutos, uma blitz do Cruzeiro. O gol veio aos quatro minutos. Para uma Raposa irregular em 2015, o ímpeto contra o Verdão surpreendeu. Mas a preparação e a motivação durante a semana, por Vanderlei Luxemburgo, foram parrudas. O treinador aproveitou a pressão da imprensa e da torcida para o reencontro com Marcelo Oliveira e Alexandre Mattos, para pilhar seus comandados. A estratégia é a mesma para o duelo pela primeira partida das oitavas de final da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, às 22h (de Brasília), na Arena Palmeiras, em São Paulo.

Depois de ser eliminado nas semifinais do Campeonato Mineiro, nas quartas de final da Taça Libertadores, e de fazer campanha fraca no Brasileirão, a competição mata-mata é o que resta para o Cruzeiro buscar uma vaga no torneio continental do ano que vem.

Para isso, entretanto, o time de Vanderlei Luxemburgo terá que superar os altos e baixos que vem tendo ao longo da temporada e alcançar um nível de regularidade que o permita sonhar alto. Se, sob o comando de Luxa, o Cruzeiro fez partidas muito boas (contra Atlético-MG, Vasco e Palmeiras), também fez outras terríveis, diante de Chapecoense, Coritiba e Joinville.

Luxemburgo tem grandes desafios em sua segunda passagem pelo Cruzeiro. Remontar o time que foi praticamente todo desfeito no primeiro semestre, conviver com as cobranças da torcidas e acertar o padrão de jogo, o que ainda não aconteceu, após quase três meses em Belo Horizonte. Talvez o maior desafio do treinador seja motivar o elenco para todas as partidas.

Os níveis de concentração e mobilização do time foram nitidamente maiores nos jogos contra Atlético-MG e Palmeiras, por exemplo. O trabalho de Luxemburgo durante a semana destas partidas surtiu efeito, conforme relatos de jogadores e funcionários do clube. Diante do rival estadual, na sexta rodada do primeiro turno, o treinador usou o fato do Cruzeiro não ter conseguido vencer as 12 partidas anteriores para mexer com o brio dos jogadores. Deu certo. Muito superior em campo, o time azul fez 3 a 1 no alvinegro e quebrou o tabu.

Contra o Palmeiras, na 17ª rodada, Luxemburgo motivou o grupo ao mencionar Marcelo Oliveira e Alexandre Mattos, ex-técnico e ex-diretor do futebol do clube. Segundo figuras importantes de dentro do Cruzeiro, os jogadores compraram a ideia, e o resultado foi outra boa vitória, por 2 a 1, num jogo que empolgou a torcida no Mineirão.

O desequilíbrio – e grande dor de cabeça do treinador – é que os atletas não mostram mesmo nível de envolvimento em partidas contra adversários considerados mais fracos. O exemplo mais gritante foi no jogo contra o Joinville, semana passada. Irreconhecível e apático, o Cruzeiro foi presa fácil para os catarinenses e deu sorte em sair de campo com apenas 3 a 0 nas costas. As atuações nas derrotas para Chapecoense e Coritiba e no empate com o Avaí seguem esta linha.

Fica claro que. para avançar na Copa do Brasil e ainda sonhar com algo de positivo em 2015, Vanderlei Luxemburgo vai ter que trabalhar mais como psicólogo do que como treinador, para extrair de cada jogador o mais profundo nível de concentração e envolvimento.

Cruzeiro teve boa atuação contra o Palmeiras, no Mineirão, pela 17ª rodada do Brasileiro (Foto: Thomas Santos/Agif/Estadão Conteúdo)