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Museu do Círio festeja 31 anos de fundação

Espaço resgata e preserva a memória da festa religiosa


Por: O Liberal Em 18 de outubro, 2017 - 15h03 - Círio

O Museu do Círio, que possui um acervo com obras e lembranças das romarias nazarenas, completou 31 anos no dia 9 de outubro. De acordo com levantamentos mensais feitos pela diretoria da instituição, cerca 970 pessoas visitam o local por mês, exceto em outubro, quando há um aumento significativo e o número de visitas sobe para aproximadamente 4 mil.

O diretor do Museu do Círio, Antônio Oliveira, diz que o espaço foi criado pelo Governo do Estado do Pará em 9 de outubro de 1986, por meio de um convênio entre a Paratur e as Obras Sociais da Basílica de Nazaré. Em janeiro de 2001, o espaço passou a fazer parte da estrutura organizacional da Secretaria de Cultura. O diretor conta que o museu foi criado com a missão de registrar, resgatar e preservar a memória do Círio de Nazaré. “Ele é o guardião desse patrimônio cultural imaterial brasileiro que é representado pela fé que temos na Virgem de Nazaré juntamente com os laços culturais que se misturam entre o sagrado e o profano, justificando assim sua importância para a sociedade, através da preservação dessa grande manifestação religiosa, popular e cultural”, afirma.

De acordo com o diretor, o museu possui, aproximadamente, 1.800 peças, em reserva técnica e em exposição distribuídas em 10 coleções: ex-votos, mantos, objetos de culto, estandartes, brinquedos populares (miriti), acervo bibliográfico, acervo fotográfico, cartazes da festa, ventarolas e propagandas. “Historicamente falando, temos o exemplar original do jornal “Treze de Maio”, do ano de 1853, temos o Cartaz do Círio de 1878 e temos também o acervo sacro do século XIX”, conta.

Para Antônio Oliveira, o maior patrimônio de um museu é o seu acervo, portanto, todas as peças que compõem cada uma das coleções do Museu do Círio são importantes para a sua existência. “Na atual exposição, a obra que mais desperta a atenção do visitante é o “Círio em Miniatura”, escultura confeccionada em resina epóxi, representando a procissão completa do Círio de Nazaré e seus participantes, disposta sobre uma lâmina de vidro “fumê” que pode ser visualizada somente com a utilização de uma lupa”, descreve.

FESTEJOS

Para celebrar os 31 anos, o Museu do Círio oferece uma ampla programação. As atividades começaram na sexta-feira (6), com o “Almoço do Círio”, onde foram oferecidas pequenas porções de maniçoba para degustação, um dos pratos típicos mais tradicionais da época. “Aproveitamos o momento do acontecimento anual dessa grande festa para utilizar algumas referências e fazer um recorte temático sobre elas. Assim enfatizamos dentro da exposição a maniçoba na mesa do almoço do Círio, apresentando aos visitantes amostras dos ingredientes, da preparação, apresentação do prato e finalmente a degustação”, explica  Antonio Oliveira.

A programação continuou no sábado (7) com a apresentação “Sementes do Choro”, do Grupo Musical da Fundação Carlos Gomes, no hall de entrada do museu. O repertório foi totalmente voltado ao Círio de Nazaré para recepcionar os visitantes. No domingo (8) a programação foi encerrada com a coleta de votos (promessas) dadas pelos “romeiros” durante a Trasladação, no horário de 6 às 9 da noite. As coletas serão entregues no Museu do Círio.

O museu ficou localizado no subsolo da Basílica de Nazaré desde a inauguração até dezembro de 2002, quando no dia 25 de dezembro deste mesmo ano foi transferido e reinaugurado no Casário na rua Padre Champagnat, anexo à igreja de Santo Alexandre, passando a realizar suas atividades dentro do Núcleo Cultural Feliz Lusitânia e Sistema Integrado de Museus e Memoriais.