Moradores de Marituba liberam rodovia BR-316

Grupo reivindica retirada definitiva do aterro sanitário do município. Área foi liberada às 14h15, após negociação com a Polícia Rodoviária Federal.


Por: Redação ORM News com informações de Dilson Pimentel/O Liberal Em 04 de abril, 2017 - 09h09 - Região Metropolitana

Atualizada às 14h39

Moradores de Marituba, na Região Metropolitana de Belém, realizaram um novo protesto na manhã desta terça-feira (4), no sentido Ananindeua-Marituba da rodovia BR-316, cobrando uma solução para o aterro sanitário do município. O bloqueio foi realizado no quilômetro nove, na entrada da Alça Viária. Após negociações com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a interdição foi encerrada por volta das 14h15. Após a liberação, os manifestantes fizeram uma caminhada até a praça da cidade.

Foto: Divulgação/PRF

Segundo informações da PRF, o protesto causou nove quilômetros de engarrafamento no trecho que vai da entrada da Alça Viária até o Entroncamento.  A via foi sendo liberada a cada 10 minutos, depois disso os moradores voltam a bloquear o trecho.

“A população será prejudicada de alguma forma, mas tenho certeza que não será com a mesma intensidade que estamos sofrendo aqui em Marituba, 24 horas, todos os dias”, afirmou um dos líderes do movimento, Hélio Oliveira. 

Foto: Ary Souza/O Liberal

Ainda de acordo com Hélio, hoje também completa um mês da interdição do ramal de acesso ao aterro sanitário instalado há quase dois anos na cidade, que prejudicou a coleta de lixo em toda a Região Metropolitana de Belém durante três dias. 

Moradores alegam ainda que, apesar das medidas de assistência social e à saúde adotadas pelo governo do Estado, não houve retorno sobre as reivindicações apresentadas, sobretudo no que se refere à retirada definitiva do lixão do município.

"A situação no bairro São João, em Marituba, é muito grave. A gente não consegue nem comer direito sentindo esse odor insuportável. Só depois que chove é que o odor passa um pouco, mas ainda é ruim",  desabafou a dona de casa Fátima Santos, que participa do protesto na rodovia. 

Em nota enviada ao O Liberal, a Semas afirmou que tem vistoriado diariamente o aterro para monitorar o cumprimento de medidas ambientais capazes de minimizar os danos aos moradores e os impactos causados pela má operação do empreendimento. Disse ainda que está avaliando outras áreas possíveis de receber o aterro e consultas feitas por outros empreendimentos, inclusive com “termo de referência orientativo para fins de estudos ambientais nas áreas propostas”.

A Guamá Tratamentos de Resíduos disse que embora as chuvas recordes dos últimos meses tenham impactado, temporariamente, a operação do empreendimento, é absolutamente leviano e calunioso imputar à empresa danos ambientais ou à saúde de moradores da região. A nota ressalta ainda que a mpresa está em intenso ritmo de obras de melhoria operacional e, durante a execução das atividades, é necessária a movimentação de resíduos que pode causar picos temporários de geração de odor. 

"A companhia também repudia veementemente o fechamento, ainda que temporário, do acesso ao aterro sanitário de Marituba, medida que prejudica os interesses da população ao impactar no ritmo de obras necessárias e definidas em conjunto com prefeituras, secretarias, vereadores e a comunidade", finaliza a nota.