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Mineradora de ouro recebe Licença de Instalação no Pará

O Projeto vai gerar 2.100 empregos diretos e 6.300 na fase de instalação.


Por: Redação ORM News com informações da assessoria Em 03 de fevereiro, 2017 - 11h11 - Economia

O primeiro projeto exclusivamente de ouro no Pará já é uma realidade. Localizado no município de Senador José Porfírio, o Projeto Volta Grande da Belo Sun Mineração, recebeu nesta quinta-feira (02) a Licença de Instalação (LI) da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado do Pará (Semas). A partir de agora, a empresa pode iniciar a construção do projeto, que será o precursor da indústria mineral no centro-oeste do Pará.

Foto: ReproduçãoO investimento total no projeto de extração de ouro será de R$1,22 bilhão. A produção média do empreendimento será de aproximadamente 150 mil onças de ouro por ano, em no mínimo 12 anos de vida útil, com possibilidade de estender esse prazo devido ao potencial mineral da região.

“Agora, se inicia a fase de instalação do empreendimento, que terá como premissas básicas o desenvolvimento local e o fortalecimento do território, sempre em parceria com administração pública e sociedade civil organizada. As próximas ações serão feitas dentro de um cronograma compartilhado, focando principalmente o diagnóstico, cadastro e treinamento do potencial da mão de obra e fornecedores locais e formalização de convênios com as entidades parceiras: SENAI, SENAR, SINE e REDES, entre outros”, explica Mauro Barros, diretor geral da empresa.

Considerando salários, custos gerais, despesas, tributos, royalties, entre outros, a mineradora deve injetar mais de R$ 1 milhão por dia na economia da região, quando estiver operando. Antes da emissão da LI, a Semas realizou Oficinas Participativas na Vila Ressaca e na sede de Senador José Porfírio, em parceria com a Belo Sun Mineração, que envolveram moradores das comunidades do entorno e outros municípios da região, como Altamira e Anapu. A programação foi um importante espaço para esclarecimento das dúvidas e encaminhamentos de propostas ao projeto, nas áreas de emprego, meio ambiente e desenvolvimento local, por exemplo.

“Nesse primeiro momento após a emissão da Licença de Instalação, iremos desenvolver e compartilhar uma política de contratação de mão de obra e fornecedores, que terá como critérios básicos a residência histórica no território, preço justo e qualidade,  reforça Mauro Barros.

Em breve, a empresa divulgará os programas de qualificação e contratação de mão de obra, a serem realizados em parceria com o SINE, SENAI e REDES da FIEPA. O Projeto Volta Grande gerará 2.100 empregos diretos e 6.300 na fase de instalação; e outros 526 diretos e 1.500 indiretos na operação. Durante a construção, haverá oportunidades de negócios nos setores de prestação de serviços, fornecimento de equipamentos, alimentação, hospedagem, logística, entre outros.