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Marconi Perillo (PSDB) é reeleito governador de Goiás

Num estado sem renovação política há 16 anos, Marconi sempre foi o favorito para vencer


Por: Extra Em 26 de outubro, 2014 - 17h05 - Eleições

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), foi reeleito para o cargo, com 57,51% dos votos válidos. Iris Rezende (PMDB), ex-governador e ex-prefeito de Goiânia, ficou com 42,49% dos votos. Com 92,83% dos votos apurados, não é mais possível Iris alcançar Marconi, reeleito matematicamente.

Num estado sem renovação política há 16 anos, Marconi sempre foi o favorito para vencer, em mais um duelo com Iris. Este é o terceiro enfrentamento entre os dois caciques em Goiás. O primeiro ocorreu em 1998. O cenário em 2014 é exatamente o mesmo, sem o surgimento de lideranças que substituam os personagens da rivalidade histórica entre PSDB e PMDB ou que acrescentem fatos novos à vida política goiana.

Marconi já foi uma novidade política. O tucano despontou em 1998, quando derrotou Iris numa virada supreendente, depois de um longo período de domínio do peemedebista. Reeleito em 2002, Marconi conseguiu fazer de seu vice o sucessor em 2006, ano em que se elegeu senador. O tucano voltou a vencer a disputa pelo governo em 2010, novamente derrotando Iris. Agora, deve ser eleito para um quarto mandato de governador de Goiás.

Tanto tempo como líder do Executivo fez do tucano personagem central do escândalo envolvendo o bicheiro goiano Carlinhos Cachoeira, alvo da Operação Monte Carlo em 2012. A casa onde o bicheiro foi preso em Goiânia já pertenceu a Marconi. Gravações telefônicas usadas nas investigações da Polícia Federal (PF) mostraram transações de dinheiro passando pelo Palácio das Esmeraldas, sede do governo local.

A disputa neste ano foi marcada por um imbróglio envolvendo a candidatura do petista Antônio Gomide, ex-prefeito de Anápolis, que ficou com 10,09% dos votos válidos. A renúncia do vice da chapa e a reprovação das contas do ex-prefeito pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) levaram o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a avaliar o registro da candidatura, o que terminou no indeferimento e em insegurança jurídica na véspera do segundo turno em Goiás. Se os votos de Gomide não fossem computados, Marconi poderia vencer já em primeiro turno. Mas a decisão do TRE não é definitiva. A defesa do petista recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).