Marcas investem em coleções especiais para muçulmanas

Túnicas, roupas esportivas e até lingeries são adaptadas por redes ocidentais


Por: O Globo Em 23 de junho, 2015 - 14h02 - Moda

A coleção especial da Mango para o Ramadã. Divulgação

Seguindo o exemplo de DKNY, que ano passado lançou uma coleção especial para o mês do Ramadã (período sagrado de jejum para os muçulmanos), 2015 foi a vez de a rede Mango entrar nesse mercado. Esses são alguns exemplos de grandes nomes da moda que hoje adaptam suas criações para o gosto e preceito muçulmanos, misturando novidades têxteis com os rigorosos códigos islâmicos. Tudo isso de olho em 240 milhões de consumidoras em potencial, um terço delas com menos de 30 anos.

A abordagem inovadora desses gigantes da moda encontrou espaço no grupo conhecido como hijabistas, um neologismo que combina hijab (as vestimentas femininas islâmicas) e fashionista. A comunidade é ativa nas redes sociais e costuma discutir sobre como cobrir o corpo sem sacrificar tendências de moda.

A Mango, por exemplo, trouxe saias longas, calças, bodies, jaquetas, tudo com bordados e rendas. No Líbano, as oito lojas da rede já começaram a receber a coleção, que, segundo a gerente de marketing no país, Celine S, também deve ir para o Irã, Dubai e Abu Dhabi.

Além da pegada fashion, marcas esportivas também viram que conforto e performance são bem-vindos em coleções para o Oriente. Foi o caso da Adidas, que lançou uma linha de sportswear para mulheres muçulmanas com casacos longos, trajes de banho que revestem o corpo inteiro e toucas de natação que imitam estampas de lenços.

Redes de fast-fashion, como a britânica Marks & Spencer, que planeja abrir 12 lojas na Arábia Saudita, estão investindo em novas intepretações de túnicas e até de lingeries - que terão modelos submetidos primeiramente a Mutaween, a rigorosa polícia religiosa do país.