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‘Luzes misteriosas’ nas páginas do jornal O Liberal

Aparições de OVNIs foram relatadas em vários municípios na década de 70


Por: O Liberal Em 13 de dezembro, 2016 - 08h08 - O Liberal 70 anos

Foto: Divulgação

O pacato município de Colares, na região nordeste do Estado, chamou a atenção do Brasil e do mundo na década de 70 por conta de luzes misteriosas conhecidas por “chupa-chupa”. Relatos da época dão conta que essas luzes eram constantemente vistas por moradores de comunidades rurais da região, e que, supostamente, paralisavam pessoas, sugavam o sangue, deixando ainda marcas e queimaduras pelo corpo. Casos parecidos também foram identificados nos municípios de Vigia, Santo Antônio do Tauá, e na Baía do Sol, no distrito de Mosqueiro.

Esses casos levaram a Força Aérea Brasileira (FAB) a iniciar uma missão sigilosa no Pará. Chamada de Operação Prato, é considerada a mais importante investigação de óvnis (objetos voadores não identificados) realizada pela Aeronáutica que se conhece no país. O fenômeno foi investigado pelos militares do I Comando Aéreo Regional (I Comar) em Belém. Relatórios da FAB indicam que, na operação, que ocorreu nos quatro últimos meses de 1977, militares presenciaram – mais de uma vez – óvnis, cruzando o céu da Amazônia.

O ex-aeronauta, e atualmente ufólogo – profissional que estuda objetos não identificados, Vitório Peret, comenta que testemunhou, no exercício da atividade profissional e também fora dela, objetos aéreos não identificados, luminosos ou não, executando manobras inexplicáveis, quase sempre silenciosas, e que tinham velocidades surpreendentes, impossíveis de serem praticadas por seres humanos. “Eram objetos com formato cilíndrico, e que lançavam um largo foco de luz paralisante e em seguida um feixe luminoso”.

O ufólogo conta também que a Operação Prato criou diversas bases de monitoramento em Colares. A primeira delas foi montada na praia do Humaitá; a segunda na praia do Machadinho; e uma terceira e considerada a mais importante, no Farol. Os militares também fixaram pontos estratégicos de observação na ilha de Mosqueiro, região da Baía do Sol, de onde era possível acompanhar com amplitude qualquer movimentação sobre as águas do Marajó e principalmente o espaço aéreo. “Na época, a missão registrou mais de 130 relatos, produziu duas mil páginas de relatórios, obteve mais de 500 fotos e 16 horas de filmagens. Os militares viveram várias experiências e até mesmo diferentes graus de contatos”, conta.

Ainda segundo Vitório, a missão teria sido encerrada depois que o capitão responsável pela operação, Uyrangê Bolívar Soares Nogueira de Hollanda, disse ao seu superior, o brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira, que ele e seus comandados haviam estabelecido contato direto com um ocupante dos objetos voadores. “O brigadeiro ficou muito surpreso com o relato, e imediatamente determinou o recolhimento do acampamento, encerramento da Operação, bem como o imediato regresso dos homens ao I Comar”, disse.

Alguns anos após o fim da Operação, Vitório se juntou ao então major Uyrangê Hollanda, o sargento João Flávio de Freitas Costa e ao piloto civil Ubiratan Pinon Friás, e deram continuidade às investigações, de forma independente. Três outros pesquisadores civis também se juntaram ao grupo. Os profissionais então começaram a estudar e investigar o fenômeno das luzes. 

“Durante nossa jornada, testemunhamos vários acontecimentos extraordinários. Um dos que mais chamaram nossa atenção, ocorreu na região da Baía do Sol, em Mosqueiro, onde as ocorrências eram comuns. Foi ao amanhecer, um brilhante aparelho aéreo com formato discoide e aparência metálica apareceu a poucos metros de nós. Após permanecer estático por um breve espaço de tempo, mergulhou suavemente nas águas do Marajó”.

Os estudos e observações de Vitório e seus colegas duraram aproximadamente até o final de 1983 e meados de 1984. O tema “corpos luminosos” expressão usada pelos militares foi tratado à exaustão. No entanto, Vitório diz que não significa dizer que podem dar explicações sobre a tecnologia das naves e as intenções de seus ocupantes. “Entretanto, apoiado no que presenciei, não creio que sejam deste planeta e imagino que entre seus planos de visitas estejam à análise do perfil humano, o monitoramento genético de espécie e o entendimento de mecanismos emocionais que vão desde a agressividade até a compaixão”.

O ufólogo diz que os casos de objetos luminosos vistos pela população paraense se mantêm até os dias de hoje, “já que colonos e moradores ribeirinhos de áreas distantes presenciam de forma esporádica objetos que felizmente já não emitem os feixes de luz que no passado causaram medo, pânico, terror e sofrimento há centenas de famílias”, finaliza.