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Assassina de estudante é condenada a mais de 12 anos

Juliana Souza, de 17 anos, foi assassinada com dois tiros no bairro do Tapanã.


Por: Redação ORM News com informações do TJPA Em 31 de março, 2017 - 16h04 - Belém

Débora Rejane Silva Araújo, de 22 anos, foi condenada a 12 anos de prisão pelo pelos jurados do 3º Tribunal do Júri de Belém em sessão finalizada na noite desta quinta-feira (30). A jovem é acusada de assassinar Juliana Souza, de 17 anos. O crime ocorreu no dia 19/02/2015, nas proximidades da casa da vítima, na Vila Sorriso, localizada no bairro do Tapanã, em Belém. A sessão foi presidida pela juíza Ângela Alice Tuma. A sessão durou cerca de oito horas e foram ouvidas cinco testemunhas, três delas da acusação. 

Foto: Elivaldo Pamplona/O Liberal

A setença base foi de 17 anos de reclusão mas, por ter confessado o crime, a condenação foi reduzida em dois anos.  A juíza ainda reduziu em mais 1/6 por se tratar de homicídio privilegiado qualificado – privilegiado porque, segundo a defesa, Débora teria sofrido provocação da vítima; qualificado porque, segundo o Ministério Público, a ré atirou em Juliana por motivo fútil e usou recurso que dificultou sua defesa. A pena final totalizou 12 anos e seis meses de reclusão que serão cumpridos em regime inicial fechado, na penitenciária feminina da Região Metropolitana de Belém.

O defensor alegou a jovem assassinou a vítima após provocação, já que Juliana Souza estaria se encontrando com o namorado da agressora, conhecido como Marquinhos. Após o crime, o pivô do crime não foi encontrado. A mãe da vítima relatou que só soube o motivo do assassinato da filha pela delegada que apurou o caso. Ainda abalada pela perda da filha, disse que Juliana conheceu Marquinho em uma igreja da região.

De acordo com testemunhas, Débora Rejane procurou a estudante na carona de uma motocicleta conduzida pela colega Débora Silva Borges. Após uma discussão, os depoentes contaram que Juliana e a acusada discutiram e então a condutora tentou dar um basta na situação, dizendi: "Acaba logo com isso e dá umas coronhadas nela”. Em seguida, foram ouvidos dois disparos de revólver calibre 38. A vítima foi atingida na cabeça e abdômen e morreu na hora. As duas jovens fugiram.

Débora Luana, que pilotava a moto, também foi denunciada, mas está foragida desde a época do crime e teve o processo suspenso. Em interrogatório, Débora Rejane confessou a autoria dos disparos e alegou que os disparos foram acidentais.

A promotoria de Justiça declarou que irá recorrer da decisão.