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IDH sobe na Grande Belém

Qualidade de vida - Índice de Desenvolvimento Humano cresceu de 2000 a 2010


Em 26 de novembro, 2014 - 06h06 - Poder

Brasília

THIAGO VILARINS

Da Sucursal

Em dez anos, a qualidade de vida na Região Metropolitana de Belém (RMB) avançou a ponto de figurar entre as 16 regiões do País consideradas de Alto Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). A informação faz parte do novo Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras, lançado ontem, em Brasília, fruto de uma parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a Fundação João Pinheiro (FJP) e os órgãos estaduais de pesquisa, no caso da RMB, o Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp). Os dados são calculados com base nos Censos Demográficos de 2000 e 2010, do IBGE. Entre os dois períodos, o índice da RMB passou de 0,621 para 0,729, superando, inclusive, o atual IDHM nacional: 0,727. O avanço relativo de 17,4% na década foi o terceiro mais expressivo dentre as regiões metropolitanas, atrás, apenas das evoluções da RM de Fortaleza (17,7%) e de São Luís (17,6%).

Segundo a diretora de socieconomia do Idesp, Geovana Pires, “as Regiões Metropolitanas foram divididas no estudo em unidades territoriais chamadas Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs), que são unidades de planejamento intramunicipal, com o objetivo de evidenciar a heterogeneidade socioeconômica, de atendimento de políticas sociais e infraestrutural do espaço intraurbano”. Na RMB foram identificadas, pelo Idesp, 251 UDHs. Para analisá-las, levou-se em conta o IDHM. O índice é calculado a partir de fatores como educação, renda e expectativa de vida. Em todos eles, de acordo com a pesquisa, Belém registrou aumento no período analisado. Em 2010, 58% das UDHs na RMB apresentaram IDHM alto ou muito alto, uma melhora de 27 pontos percentuais em relação a 2000. Também em 2010, nenhuma UDH apresentou IDHM muito baixo e somente 4% apresentaram baixo, uma melhora significativa frente aos dados de 2000, quando os resultados eram 17% e 31% respectivamente.

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