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Governo reduziu repasses à CBV em 75% entre 2013 e 2014

Receitas de convênios sofreram queda de R$ 17,4 milhões, no ano retrasado, para R$ 4,3 milhões, no ano passado


Por: Lance!Net Em 17 de abril, 2015 - 08h08 - Vôlei

Foto: Divulgação

A crise de gestão que abalou a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) no ano passado pode ter tido impacto direto no repasse do governo federal ao esporte. Pelo menos é o que acreditam alguns membros da entidade. O Ministério do Esporte nega relação.

O balanço financeiro da CBV referente a 2014, divulgado ontem, mostra que a receita obtida a partir de convênios com a União sofreu uma queda de R$ 13 milhões, ou 75%, em comparação com 2013.

De acordo com o documento, o vôlei recebeu R$ 17.445.507 em 2013. Mas, no período em que as denúncias de má gestão na confederação, no mandato do ex-presidente Ary Graça, vieram à tona, o valor total não ultrapassou R$ 4.321.376.

'Não tenho informação oficial do Ministério do Esporte, mas acho que pode ter havido redução por causa do momento de muita turbulência', disse o vice-presidente da CBV, Neuri Barbieri, ao LANCE!.

Em chamada pública de agosto de 2012, a entidade teve cinco convênios aprovados. A maior parte de R$ 24.861.423,90 foi paga em 2013, enquanto residuais ficaram para 2014. Os repasses eram destinados à preparação das Seleções de praia e quadra, as de base e adultas.

Mas, no ano passado, foram só dois convênios, no total de R$ 2.418.171,85. Um se destinava à preparação das Seleções de base do vôlei de praia e outro para compra de equipamentos e contratação de equipe técnica para a mesma modalidade.

'Não houve redução. A maioria dos convênios com a CBV foi feita em 2013 (resultantes de chamada pública aberta em 2012), por isso o maior volume de pagamentos ocorreu em 2013. Em 2014, o Ministério firmou dois convênios com a CBV, um com o Minas Tênis Clube e dois com a Liga Nacional de Basquete. Isso porque a maioria dos convênios inscritos na chamada pública de 2013 está sendo formalizada agora em 2015', informou o ME em nota.

Se, por um lado, a entidade teve mais despesas com serviços contratados em 2014, como assessoria jurídica (R$ 837.316, contra R$ 205.692, de 2013), é possível constatar uma diminuição dos gastos operacionais, como transportes (R$ 14.007.101 contra R$ 17.453.265) e custos com pessoas de apoio, atletas e comissão técnica.

'Tivemos compromissos com advogados e a contratação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mas diminuímos custos com pessoal, com viagens internacionais e passagens aéreas. Gastávamos muito com as seleções de base', reconheceu Neuri.

Em 2015, o Ministério do Esporte não firmou nenhum convênio com a confederação até o momento.