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Ex-PM acusado de pertencer a milícia será julgado em Belém

José Queiroz Gonçalves, o 'Cilinho' foi preso em 2015 e vai enfrentar júri popular


Por: Redação ORM News Em 20 de março, 2017 - 11h35 - Polícia

Acusado quando foi preso em 2015. Foto: O Liberal

O ex-policial militar Otacílio José Queiroz Gonçalves, o 'Cilinho', vai a júri popular nesta terça-feira (21) no Fórum Criminal de Belém, sob a presidência da júiza Angela Alves Tuma. Ele é acusado de integrar a milicia 'irmãos de farda', que agia no bairro do Guamá, em Belém.

'Cilinho' foi preso em fevereiro de 2015 e aguardava julgamento. A promotora de acusação será será Rosana Cordovil, que estará acompanhada de advogados do Cedeca/ Emaus. A defesa do réu será realizada pelos advogados Omar Saré e Antonio Tourão Pantoja. 

O nome de 'Cilinho' apareceu no relatório final da CPI das Milícias, instaurada na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) no final de 2014, após as execuções ocorridas nos bairros da Terra Firme e Guamá como retaliação à morte do cabo da PM, Marco Antônio Figueiredo, conhecido como 'Pet'. 

O ex-policial foi afastado da PM há 10 anos sob a alegação de que sofria de esquizofrenia. Ele e o cabo 'Pet', morto em 2014, são descritos pela CPI das Milícias como integrantes do núcleo do grupo de milicianos que age no Guamá. Além deles, foram citados Josias Siqueira da Conceição, o 'Galo Cego', e Walmir Oliveira, o 'Cabo Oliveira'. 

Segundo o relatório da CPI, 'Pet' e 'Cilinho' eram tidos como 'heróis' no bairro. De acordo com uma delegada que prestou depoimento à comissão, 'Cilinho' foi preso em 2003, mas foi logo liberado sob a alegação de ter problemas mentais. 'Ele matava simplesmente por se intitular justiceiro, como aquela pessoa que vai limpar a área', disse a policial à CPI.

Protesto

Movimentos sociais vão realizar um protesto na manhã desta terça-feira (21) em frente ao Fórum Criminal de Belém pedindo pela condenação do acusado. O ato está previsto para começar às 8h.