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Endividamento das famílias chega a 46,3% da renda

Elevação se deve ao crescimento do crédito imobiliário. Sem considerar o financiamento da casa própria, houve queda de 27,73% para 27,61% em abril


Por: O Globo Em 15 de junho, 2015 - 14h02 - Economia

Apesar do aperto do crédito feito pelo Banco Central para conter a inflação, o endividamento das famílias quebrou novo recorde. A percentagem da dívida em relação à renda anual subiu de 46,2% para 46,3% em abril: a maior já registrada pelo Banco Central desde quando a autarquia começou a registrar os dados há dez anos.

Esse aumento do endividamento das famílias reflete um crescimento do crédito imobiliário. Os números do BC revelam que houve queda do endividamento que exclui o financiamento da casa própria de 27,73% para 27,61% em abril.

O comprometimento de renda das famílias, ou seja, o peso da dívida no orçamento do mês ficou praticamente estável com uma leve alta. Passou de 21,97% para 21,98%. Se descontar a parcela do financiamento da casa própria, o peso da dívida caiu de 19,64% para 19,6%.

Por causa das altas de juros, todo o tipo de crédito para as famílias ficou mais caro. E os bancos já não emprestam mais como antes. O crédito – que funcionou como combustível para o crescimento da economia brasileira nos últimos anos – estagnou em abril. O volume total dos empréstimos no Brasil cresceu somente 0,1%: a pior taxa para o mês de abril desde quando o BC começou a registrar os dados em 2007.