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Encontro discutirá reajuste da mensalidade escolar no Pará

Reunião está marcada para a manhã desta terça-feira (22), com presença do Dieese, do Sinepe e da Apaiepa, além do Procon


Por: Redação ORM News, com informações de O Liberal Em 22 de novembro, 2016 - 00h12 - Economia

Foto: Edimar Farias

Uma reunião marcada para a manhã desta terça-feira (22) terá como pauta o reajuste da mensalidade escolar no Pará. O encontro será realizado na sede da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), na Praça Barão do Rio Branco, em Belém, e contará com a presença do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos do Pará), além do Sinepe (Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino), do Procon, do Ministério Público Estadual e da Apaiepa (Associação de Paes e Alunos Intermunicipais do Estado do Pará).

O objetivo principal do encontro é tratar com as escolas sobre o reajuste da mensalidade escolar para o ano que vem, além de questões relacionadas ao acordo, como a lista de material escolar e o desconto para mais de um filho matriculado na mesma instituição. 

O supervisor técnico do Departamento, o economista Roberto Sena, frisou, porém, a necessidade de ter todos os convidados na reunião. 'Nossa expectativa é que o Sindicato das Escolas compareça, já que no último e penúltimo encontro o Sinepe não participou, impossibilitando que as pautas avançassem. O assunto precisa ser tratado, porque temos a informação de que há escolas encaminhando para os pais a carteirinha da pré-matrícula com proposta de aumento acima da inflação. Estimamos que o reajuste, de janeiro a dezembro de 2016, fique em cerca de 8,5%. Ao longo desses anos a base é a inflação', esclareceu.

Dados do Dieese apontam ainda que, desde a mudança para o Plano Real, em 1994, até 2014 as entidades conseguiam fechar acordo de mensalidade escolar com abrangência estadual desde a educação infantil até o ensino médio. Porém,  a partir do ano passado, com a nova dinâmica da economia, existe entrave. 'Desde 2015, o Sinepe não quis mais fazer acordo por conta da inflação em alta que poderia explodir e não ter como repassar além do que já havia colocado. Com isso, em alguns momentos, aumentou a inadimplência em até 30% e poderia continuar porque os salários não são compensados. Em novembro já houve duas tentativas de reunião com o sindicato e agora esperamos que compareça', reiterou Sena.