Encerram hoje debate sobre agronegócio e meio ambiente

No 42º Encontro Ruralista, lideranças dos produtores ruarias buscam troca de experiências


Por: O Liberal Em 26 de novembro, 2014 - 11h11 - Pará

Foto: Ary Souza / O Liberal

Termina hoje o 42º Encontro Ruralista, promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) na capital paraense. O evento, que começou ontem, reúne nomes de referência do agronegócio nacional e da economia brasileira. O encontro tem como objetivo reunir lideranças de produtores rurais para fortalecer a gestão sindical, além de promover a troca de experiência entre os participantes. Mais de cem pessoas participaram da abertura das programações, ocorrida na manhã de ontem, na sede da Faepa.

Estiveram presentes, líderes de entidades representativas, políticos, autoridades e gestores sindicais. Incluindo o conteúdo que será apresentado ao longo do dia, serão 15 palestras relativas ao mercado local e nacional, a novos programas do Sistema CNA/Senar, ao meio ambiente, às inovações tecnológicas, aos projetos de governo, ao empreendedorismo, à educação fiscal e assistência técnica, e outros.

O ponto do encontro de hoje será a palestra do jornalista Lorenzo Carrasco, presidente do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa) e escritor. Ainda na programação desta quarta-feira, palestra do delegado da Receita Federal em Belém, Armando Farhat, que abordará, entre outros assuntos, a educação fiscal e o Simples Nacional. Também será tema deste 42º Encontro Ruralista a assistência técnica com meritocracia, a ser apresentada por integrantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

O painel especial de abertura do 42º Encontro Ruralista foi ministrado pelo climatólogo e professor doutor Luiz Carlos Molion – considerado a maior autoridade em matéria de meteorologia no Brasil. Em seu painel, Molion abordou o desmatamento na Amazônia e as secas no Sudeste. Ele mostrou que não existem mudanças climáticas e tampouco aquecimento global. “Ao contrário do que é exposto na mídia, fazem 17 anos que a temperatura tem se mantido estável, muito embora a concentração de CO² tenha aumentado em 10%, com países como China, Estados Unidos, Japão, Índia, Rússia e comunidades auropeias aumentando o seu percentual de emissões”, explica.

Ele também falou sobre os aspectos relativos aos impactos do desmatamento na Amazônia com relação ao clima, tanto no que se refere ao contexto local, como é o caso da erosão do solo, como no reflexo nacional. “Vamos desmistificar a informação propagada pelas mídias que a seca no Sudeste não tem ligações direta com o desmatamento na Amazônia. Na realidade, a umidade passa por cima da floresta. Não há geração de umidade na área vegetal. O máximo que acontece é a floresta retardar o avanço dessa ventilação gerada a partir da umidade”, explica. Molion destaca que a umidade, trazida pelo vento, é oriunda do oceano Atlântico Norte.  O climatólogo alertou para as perspectivas da estação chuvosa, que ocorre entre dezembro e abril.  

Outro ponto alto da programação de ontem foi a palestra do superintendente do Senar-PA, Walter Cardoso, que apresentou o programa CNA Jovem, projeto voltado para a capacitação de futuros profissionais do setor agropecuário. “O Senar já começou o processo seletivo para a escolha de jovens que tenham vocação para estudar em nosso Centro de Excelência. A unidade vai formar técnicos de nível médio, a partir de cursos com duração máxima de dois anos, oferecidos de forma gratuita à comunidade rural” informa. Os dois polos de excelência, que, segundo Cardoso, futuramente se tornarão a Faculdade do Senar, estão instaladas nos municípios de Santa Isabel do Pará, na Região Metropolitana de Belém, e em Capanema, no nordeste paraense. A formação oferecida nas unidades tem foco exclusivo na gestão do agronegócio.