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Segundo turno: Eleitor jovem é exigente na hora do voto

Eles fazem a análise minuciosa dos candidatos e de suas fichas na Justiça


Por: O Liberal Em 16 de outubro, 2016 - 09h09 - Eleições

Foto: Fábio Costa/ O Liberal

No Pará, 421.187 eleitores têm de 16 a 19 anos, de acordo com as estatísticas divulgadas pela Justiça Eleitoral. Somente em Belém, o número de jovens nessa faixa etária aptos a votar é de 50.239. Apesar da maioria ter ido às urnas pela primeira vez este ano, a cobrança e as expectativas em torno dos políticos é grande. Na capital paraense, por exemplo, onde haverá segundo turno para escolha do prefeito, muitos desses jovens demonstram ter analisado muito bem cada candidato - tanto para vereador como os que disputam o Poder Executivo - antes de tomar a decisão. Além disso, educação e saúde são consideradas por eles duas das áreas mais importantes e que devem ser tratadas com prioridade pelos eleitos. “Eu tive interesse de saber as proposta e também discutia com amigos sobre os candidatos”, declarou a estudante Giavanna Correia Dias, de 18 anos, ao explicar como escolheu em quem votar, entre todos que estavam na disputa.

No caso dos que concorriam ao cargo de prefeito, Giovanna também procurava acompanhar os debates. A estudante teve a oportunidade de tomar essa decisão pela primeira vez esse ano. “Isso fez eu me sentir mais cidadã. Ficar mais por dentro dos acontecimentos da minha cidade”, disse ela, sobre o primeiro voto. Ela revela, ainda, suas expectativas em torno dos eleitos. “Espero investimentos na educação, segurança e, principalmente, saúde”.

O estudante Luan Leão de Araújo, de 19 anos, foi além e fez questão de analisar a ficha de cada candidato e eliminar possíveis corruptos. Ele revela que pesquisou informações sobre os processos a que esses políticos respondem. “Acho importante fazer isso, porque está tudo muito complicado na política, temos aí a Lava Jato, muitos políticos ficha suja...”.

Além disso, Luan também assistiu debates e entrevistas. “Acho importante a gente poder escolher quem a gente quer que governe”, declarou o estudante, cheio de esperança nos eleitos. “Que eles melhorem a segurança, invistam mais em projetos culturais, saúde e educação. São áreas que considero prioritárias”, disse. Para ele, por causa do momento que o Brasil enfrenta, a população aprendeu a ser mais exigente. “Os políticos não podem fazer o que eles faziam antes. As notícias chegam muito mais rápido e quando as pessoas ficam insatisfeitas, vão para as ruas”. 

Com apenas 16 anos, a estudante Danielly Mercês conta que tirou o título por incentivo da mãe, que queria que a menina votasse pela primeira vez esse ano, mesmo sem ela ser obrigada ainda. “Eu sempre espero que tenha melhorias e fiquei satisfeita com o meu voto, apesar do meu candidato não ter sido eleito”, revela. Para ela, essa oportunidade de depositar a opinião nas urnas é importante. “Na cabeça de um jovem há bastante expectativa, esperando que o eleito melhore as coisas pra gente e proporcione outras coisas que não estão acontecendo”, disse. 

Antes de escolher em quem votar, Danielly afirma que assistiu debates e, no caso do vereador, votou numa pessoa que conhecia. “Acho que seria mais fácil de cobrar”, declarou. Para ela, os setores prioritários são educação e saúde. “E são áreas que eles esquecem bastante”, criticou. 

Márcia Pastana, estudante de 18 anos, revela que escolheu seus candidatos por eliminação, excluindo aqueles que não a agradavam, com base nas propostas que apresentavam ou partido. “Até que chegou aos que eu escolhi. Eu me senti bem feliz em participar dessas eleições, porque estava inconformada com tudo o que estava acontecendo na política. Então, poder participar dessa escolha me deixou satisfeita”. 

Agora, sobram esperanças em torno dos eleitos pelo povo. “Eles têm muito o que trabalhar na área da saúde, educação e segurança, mas sempre olhando também para os problemas sociais, porque eles não podem ignorar isso”.