Mais Acessadas

Dólar segue mercado global e sobe a R$ 3,278; Bovespa cai

Moeda americana fechou 2016 com queda de 17,7%


Por: O Globo Em 02 de janeiro, 2017 - 11h11 - Economia

O dólar comercial segue o mercado internacional e opera em alta neste primeiro dia de negócios de 2017 e é vendido a R$ 3,278, com valorização de 0,79%, após atingir R$ 3,281. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda no pregão inaugural deste ano, num dia de pouca liquidez, com os mercados fechados, devido ao feriado, nos EUA, China, Reino Unido e Japão. O Ibovespa, principal índice do mercado brasileiro, declina 1,15%, a 59.465.

No mercado internacional, o Dollar Index Spot, que compara a moeda americana com uma cesta de dez divisas globais, avança 0,53%. No ano, o dólar acumulou queda de 17,7% contra o real no ano — começara 2016 valendo R$ 3,95 —, sua primeira desvalorização desde 2010 e a maior desde 2009.

O mercado acionário brasileiro ainda ressente a queda de 1,2% do índice Brazil Titans 20, negociado na Bolsa de Nova York, no último dia do ano, quando a Bovespa ficou fechada. Hoje, porém, o mercado americano não opera, e assim a liquidez deve ser baixa no brasileiro, que fica sem referência. O mercado londrino também está fechado.

Na Bovespa, apenas Cyrela opera em alta (0,38%), dentre as componentes do índice.

Petrobras cai 1,23% no papel ON (ordinária, com direito a voto), a R$ 16,72, e 1,54% no PN (preferencial, sem voto), a R$ 14,64. A mineradora Vale perde 1,36% na ON e 1,58% na PN. Na sexta, o ADR da Vale caiu 3.67% e o da Petrobras, 2,13%.

Na Europa, as bolsas operam em alta, com investidores animados pelas notícias sobre o impulso da indústria na zona do euro, que iniciaram 2017 com força, após elevarem a atividade no ritmo mais rápido em mais de cinco anos em dezembro.

O FTSE MIB, de Milão, avança 1,3%, após alcançar seu maior nível em um ano. Em Frankfurt, o Dax ganha 0,8%, depois de atingir o maior patamar em 17 meses. Por sua vez, o CAC, de Paris, tem valorização de 0,3%, depois de atingir o nível mais alto dem 13 meses.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), divulgado hoje, atingiu 54,9 em dezembro, em linha com a preliminar e no nível mais alto desde abril de 2011. A leitura ficou acima da marca de 50 que separa crescimento de contração e dos 53,7 de novembro. O subíndice de produção saltou para a máxima de 32 meses de 56,1, ante 54,1.

Na Alemanhã, a produção industrial chegou ao maior nível em três anos, puxada pela demanda da Ásia e dos EUA. Na França, atingiu o maior nível em cinco anos e meio. Na Itália, o ritmo é o maior desde junho.