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Defesa deseja que Pistorius realize trabalhos sociais

Atleta foi considerado culpado da morte de sua namorada em 2013


Por: O Globo Em 17 de outubro, 2014 - 07h07 - Atletismo

O advogado de Oscar Pistorius pediu nesta sexta-feira (17) uma condenação a trabalhos de interesse geral para o atleta, alegando que ele já sofreu muito após o homicídio culposo da namorada em 2013.

Após quase uma hora de alegação, Barry Roux defendeu uma "condenação útil para a sociedade". Antes, o advogado havia tentando convencer que o remorso do acusado é sincero e que Pistorius só deseja uma coisa: 'fazer todo o bem possível'. O promotor Gerrie Nel tomou a palavra depois para exigir uma condenação severa.

O advogado argumentou que "nenhum castigo pode ser pior que o que (Pistorius) atravessa há 18 meses", recordando que o atleta foi apresentado pela imprensa do mundo inteiro como um assassino frio e um louco.

 (Foto: Mujahid Safodien/Reuters)

A juíza Thokozile Masipa aceitou em setembro a versão de Pistorius de que ele matou a namorada, Reeva Steenkamp, com quatro tiros disparados através da porta do banheiro de sua casa, por acreditar que era um ladrão.

"A dor de Oscar nunca desaparecerá (...) o trauma emocional é o pior castigo", insistiu, antes de afirmar que o ex-campeão paralímpico 'perdeu tudo' e não tem mais dinheiro.

O advogado citou vários casos da jurisprudência sul-africana nos quais um réu matou um integrante da família em circunstâncias similares e não cumpriu condenação ou cumpriu uma pena não carcerária.

Roux lembrou o caso de Rudi Visagie, jogador de rúgbi que não cumpriu pena depois de matar a própria filha em 2004, ao confundi-la com um ladrão.