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Cresce a Intenção de Consumo das Famílias da região Norte

Embora tenha aumentado 2% na comparação mensal, o resultado ainda apresenta uma acentuada queda de 19% em relação ao mesmo período do ano passado


Por: Redação ORM News com informações de O Liberal Em 24 de janeiro, 2017 - 22h10 - Economia

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) da região Norte, apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 71,3 pontos em janeiro de 2017, em uma escala de 0 a 200. Abaixo dos 100 pontos, o resultado ainda indica uma percepção de insatisfação com as condições correntes e, embora tenha aumentado 2,3% na comparação mensal, apresenta uma acentuada queda de 19,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado nortista só é superior ao apontado no Sudeste (70,8 pontos). As regiões Centro-Oeste (89,2), Sul (82,5)e Nordeste (80,5) apresentaram os maiores índices, porém todos abaixo da zona de indiferença. Em todo o País, o ICF alcançou 76,2 pontos em janeiro - índice estável na comparação mensal e de queda de 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Para a CNC, os indicadores de confiança estão registrando avanços, mas essa melhora ainda não foi efetivamente transformada em vendas, sobretudo devido ao custo elevado do crédito, ao desemprego e à queda da renda.

Emprego

Os únicos componentes acima da zona de indiferença da região Norte, são o de Perspectiva Profissional e de Emprego Atual, que atingiram 124,4 e 110,8 pontos. O primeiro, apesar do patamar alto, sofreu quedas de 1,4% na variação mensal e de 16,1% na comparação anual. Já o componente de emprego oscilou positivamente nas duas checagens: 1,8% e 0,4%, respectivamente.

Dois componentes relevantes ligados ao consumo, o Nível de Consumo Atual e o Momento para Aquisição de Duráveis, apresentaram algumas das menores pontuações da região no mês, com respectivos 37,5 pontos e 28,2 pontos, numa escala de 0 a 200. O Nível de Consumo teve uma ligeira alta no mês, de 0,8%, e uma redução acentuada de 42,2% ao longo do ano. A maior parte das famílias, 61%, declarou estar com o nível de consumo menor do que no ano passado.

Já o item Momento para Duráveis cresceu apenas 0,2% no mês e regrediu 18,6% no ano. Do total das famílias, 70,6% consideram o momento atual desfavorável para a aquisição de duráveis. O terceiro componente, Compra a Prazo, foi mais sentido pelos consumidores nortistas, com índice de apenas 35,8 pontos – uma redução de 4,5% na comparação mensal e 48,1% na anual.

"A queda do número de trabalhadores com carteira assinada, a menor massa de rendimento e a alta taxa de juros contribuem para o recuo na venda de itens não essenciais como bens duráveis e semiduráveis. O consumidor está cauteloso, evitando criar dívidas", afirma a assessora econômica da Confederação, Juliana Serapio.

Apesar do cenário negativo de consumo atual, pode se considerar alta a expectativa para os próximos seis meses. Com 93,0 pontos, o componente de Perspectiva de Consumo aumentou 9,5% no mês e 6,8% ao longo do ano. Essa margem é bem superior a média nacional, que cresceu tanto na comparação mensal (0,7%) como na anual (7,3%), alcançando 66,6 pontos.