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Corruptos em mundos à parte

Sempre andarão de mãos dadas. Sempre!


Por: O Liberal Em 30 de março, 2017 - 07h07 - Editorial

Ouvir, ver ou ler corruptos notórios relatando supostos benefícios que, em seus governos, teriam sido proporcionados a criancinhas, pobres e desvalidos confirma o seguinte: a mentira e a corrupção jamais haverão de largar as mãos uma da outra. Sempre andarão de mãos dadas. Sempre!

Ouvir, ver ou ler corruptos - que há décadas se locupletam dos dinheiros públicos por meio de saques escandalosos e descarados aos cofres do Pará e além de suas divisas - dizendo que sempre trabalharam para proporcionar avanços sociais em setores que nos últimos anos estariam esquecidos não passa da confirmação do seguinte: corruptos, sobretudo os notórios, os compulsivos e patológicos, vivem num mundo à parte, paralelo a este.

Ouvir, ver ou ler corruptos - que se amparam em veículos de desinformação para mentir despudoradamente - esperneando e babando ofensas aos que não se intimidam em expor suas roubalheiras confirma o seguinte: corruptos sempre pensam que são capazes de enganar todo mundo, ao mesmo tempo; imaginam, portanto, que todos acreditam nas mentiras que propagam a torto e a direito.

Não. O povo do Pará, que se depara com regulares alocuções de corruptos notórios, sabe que governos corruptos jamais puderam, nem podem e não poderão proporcionar benefícios a criancinhas, a pobres, a desvalidos ou a segmentos de qualquer natureza, porque eles, os corruptos, simplesmente se esmeraram em priorizar primeiramente seus próprios cofres. Por isso, o dinheiro que sobra é muito pouco para ser aplicado em obras e serviços essenciais ao bem-estar da população.

A prova mais eloquente, insofismável e indesmentível de que corruptos não conseguem mais enganar os paraenses é que esses espécimes já foram rejeitados nas urnas quando tentaram retornar ao governo do Pará. É fato, além disso que a votação obtida nos últimos anos vem caindo regularmente e de forma crescente, numa demonstração clara de que os paraenses não suportam mais a corrupção, não toleram mais a roubalheira de gente que, repita-se, locupletou-se em cofres paraenses e de outras paragens. Está aí a Lava Jato que não deixa ninguém mentir.

Talvez por isso mesmo é que o desespero, a exasperação, a desfaçatez, o esperneio e as ofensas intoleráveis tenham sobrado como as únicas armas para corruptos tentarem descolar seus nomes e prontuários de ocorrências mais do que evidentes de falcatruas de toda natureza.

Mas essas armas, muito embora firam, não são letais e nem intimidam. Porque é um dever cívico rejeitar a corrupção e os corruptos, sobretudo os que se imaginam mais inteligentes que todo mundo e acham que podem enganar os paraenses um dia sim, outro também.