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Consumidor já antecipa compra de pescado para Semana Santa

Mercado do Ver-O-Peso é um dos locais mais procurados


Por: O Liberal Em 12 de abril, 2017 - 07h07 - Belém

Foto: Tarso Sarraf/O Liberal

Já é bastante expressiva a procura por peixe para a Semana Santa nas feiras e mercados de Belém. Mesmo a alguns dias da celebração católica, os consumidores decidiram antecipar a compra, escolhendo desde agora os tipos de pescado e demais produtos mais apropriados para as refeições de quem prefere não comer carne vermelha neste período.

Vendedor de peixe no Mercado do Ver-O-Peso há mais 40 anos, Wanderley de Almeida, de 51, disse que as vendas já começaram a aumentar desde o início da semana. “Graças a Deus, o movimento está bom. Os preços é que já não estão tão legais. Este ano o peixe está mais caro, sem dúvida. Felizmente, tem bastante gente comprando, mesmo porque muita gente só come peixe, mesmo, nesta época”, comentou.

Mas apesar das grande oferta de peixe em diversos estabelecimentos comerciais, muitos consumidores estão achando os preços salgados e já pensam em outras alternativas para a data. “Está um pouquinho caro. Sempre fica, na verdade. É só chegar nesta época que o preço do peixe aumenta. Eu já estou pensando em preparar um arroz paraense, com bastante jambu e camarão. É uma possibilidade caso não encontre um peixe que me agrade por um preço justo”, argumentou a técnica em Enfermagem Rosa de Oliveira, de 44 anos.

“Eu também estou pensando em algum prato com camarão para economizar nesta época. Sou católica e não como carne de jeito nenhum na Páscoa. Então já tenho que pensar no que posso fazer sem gastar muito”, explicou a dona de casa Shirley Barros, de 41 anos.

Confirmando a avaliação dos vendedores e consumidores, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA) analisou os preços dos peixes comercializados na capital e concluiu que, pelo quinto mês consecutivo, o pescado voltou a apresentar alta.

Em março deste ano, por exemplo, os maiores reajustes ocorreram nos preços do pacu, com alta de 20%; aracu, com alta de 15,58%; tainha, com alta de 14,93%; peixe-pedra, com alta de 13,64%; cação, com alta de 12,22%; dourada, com alta de 10,40%; pirapema, com alta de 10,34%; pratiqueira, com alta de 10,23%; filhote, com alta de 10,11%; gurijuba, com alta de 8,40%; pescada amarela, com alta de 6,28%; tambaqui, com alta de 6,06%; mapará, com alta de 4,58%; sarda, com alta de 3,62%; peixe serra, com alta de 3,53%; corvina, com alta de 2,54%; arraia, com alta de 1,79%; e uritinga, com alta de 1,24%. 

Também no mês de março, poucas espécies de pescado apresentaram recuo de preços, com destaque para o acari, com queda de 28,74%; tucunaré, com queda de 21,84%; tamuatá, com queda de 7,48%; piramutaba, com queda de 6,52%; xaréu, com queda de 5,13%; bagre, com queda de 4,05%; e pescada gó, com queda de 3,82%.