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Conheça os técnicos da resistência neste Brasileiro

Cuca, Dorival, Autuori e Baptista são os únicos que não mudaram de time desde o início do torneio


Por: O Globo Em 08 de novembro, 2016 - 09h09 - Série A

Foto: Divulgação Palmeiras, Ponte Preta, Atlético-PR e Santos

Na instabilidade que é ser treinador de futebol no país, apenas quatro permanecem desde o início do Brasileiro no mesmo time. Cuca (do líder Palmeiras), Dorival Júnior (do vice-líder Santos), Paulo Autuori (do Atlético Paranaense, sexto) e Eduardo Baptista (Ponte Preta, 11º) e são os heróis da resistência, até agora, faltando apenas quatro rodadas para o fim.

Deste quarteto, apenas Dorival foi o único que estava no clube desde o ano passado. Após dirigir o Palmeiras por 20 jogos em 2014, o técnico acertou com o Santos na temporada seguinte. Desde então, são 95 jogos sob o comando do time santista, com o qual foi campeão paulista este ano. Em 2016, são 36 vitórias, 13 empates e 12 derrotas.

Líder do Brasileiro, Cuca desembarcou em São Paulo durante o Estadual, após dois anos no Shandong Luneng, da China. O treinador perdeu as quatro primeiras partidas (1 a 0 para o Nacional, pela Libertadores, 2 a 1 para o Osasco e para o Red Bull e 4 a 1 para o Água Santa), mas sobreviveu às tempestades. Hoje, soma 27 vitórias, 10 vitórias e 12 empates em 49 jogos à frente da equipe.

Autuori, tal como Dorival, chegou ao Brasileiro embalado após um título. Contratado em março, em meio à disputa do Paranaense e da Primeira Liga, em substituição a Cristóvão Borges, o técnico venceu o Estadual e foi vice na Rio-Sul-Minas. Sob o seu comando, o rubro-negro paranaense, em 54 partidas, ganhou 25, empatou 8 e perdeu 21.

Já Baptista iniciou o ano no Fluminense, mas não resistiu a um péssimo início de Carioca: foram duas vitórias, um empate e três derrotas. A gota d'água foram os 2 a 0 para o Botafogo. Na Ponte Preta, substituiu Alexandre Gallo e soma 40 jogos: 16 vitórias, nove empates e 15 derrotas.

26 MUDANÇAS NOS TIMES

Entre demitidos e demissionários, já foram 26 mudanças nos times deste Brasileiro. O último foi Levir Culpi, demitido do Fluminense no domingo, após os 4 a 2 para o Cruzeiro, no Mineirão.

Curiosamente, o time mineiro foi um dos primeiros a demitir: em maio dispensou o português Paulo Bento, quando a equipe ocupava a vice-lanterna.

Mas houve também quem preferiu sair do clube por razões variadas. Foi o que aconteceu, no fim de maio, com Muricy Ramalho, que, após sofrer uma arritmia cardíaca, optou por deixar o Flamengo. A mudança também acabou se mostrando benéfica para o elenco: Zé Ricardo, seu sucessor, comada hoje o terceiro colocado do Brasileiro.

Ricardo Gomes foi outro que deixou o clube em que iniciou o Brasileiro. Trocou o Botafogo pelo São Paulo em agosto.