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Cinco pessoas são assassinadas na mesma noite em Ananindeua

Crimes aconteceram nos bairros do Curuçambá, Distrito Industrial e 40 Horas


Por: Redação ORM News com informações de O Liberal Em 05 de abril, 2017 - 00h12 - Polícia

Depois do toque de recolher anunciado no bairro do Curuçambá, em Ananindeua, três pessoas foram assassinadas. As três vítimas jogavam bilhar na noite desta terça-feira (04), em um bar, quando os assassinos chegaram em motocicletas. Uma das vítimas ainda tentou escapar, mas foi alcançada. 

A família de Andriney Simões Nunes Dinez, 19 anos, estava desesperada. O pai da vítima garantiu à polícia que o filho não possuía qualquer envolvimento com a criminalidade. Os vizinhos confirmaram a afirmação. O rapaz trabalhava como pedreiro na mesma empresa em que o pai tinha a função de vigilante. 

Jovem tentou fugir, mas foi morto no meio da rua. (Foto: Elivaldo Pamplona)

Ele foi o único que tentou correr. Ele estava em uma esquina, próximo ao bar onde as duas primeiras vítimas foram mortas. "Os atiradores chegaram primeiro no bar atirando. Mataram os dois primeiros. Foi na saída que eles se depararam com o rapaz, que estava saindo de um mercadinho. Atiraram nele. Ele correu muito. Invadiu um outro bar localizado na rua paralela, mas os caras invadiram o bar e mataram ele lá dentro", relata uma testemunha que prefere ter a identidade preservada. 

Um rapaz, que também tem medo de se identificar, afirma que é um sobrevivente. "Eles atiraram em mim. Eu corri muito, invadi quintais. Eu acho que eles apenas atiraram sem ter alguém certo", afirma. Horas antes tinha sido instaurado um toque de recolher. "Todo mundo começou a comentar isso, que tinham avisado. Teve muita gente que tava recolhida já em casa. Eu não acreditei, sinceramente", diz o morador.

O crime ocorreu por volta das 20h no loteamento Parque Modelo III, localizado no bairro do Curuçambá. O sargento Moura, do 6º Batalhão da Polícia Militar, explica que as informações são escassas. As testemunhas temem informar mais detalhes à polícia. "O que sabemos é que eram três motocicletas. Cada uma com duas pessoas", explica.

As duas primeiras vítimas baleadas foram William da Silva Nascimento, de 20 anos, e um adolescente de 17 anos. Eles não conseguiram correr e foram mortos próximo ao bar. A terceira vítima foi Andriney. Todos os rapazes moraram no bairro e não houve a confirmação de que tivessem qualquer envolvimento com o crime. 

Mais duas mortes na mesma noite assustaram os moradores de Ananindeua

O triplo homicídio não foi o único crime registrado durante a noite no município de Ananindeua. Além das três vítimas no bairro Curuçambá, outras duas mortes foram registradas nos bairros 40 Horas e Distrito Industrial. 

Em todos os casos os crimes possuem caraterísticas de execução. O cabo Marcelo, do 6º Batalhão da Polícia Militar, explica que a vítima do Loteamento Nova Esperança no 40 Horas trabalhava como mototaxista. O veículo dele foi levado pelo assassino. Apesar disso, ele avalia que a morte não se trata de um latrocínio - roubo seguido de morte - mas uma execução em que o atirador aproveitou a motocicleta da vítima para escapar. 

No local do crime os moradores afirmam não ter visto nada. "Estava caindo uma chuva. Não tinha ninguém na rua. Por isso, as pessoas afirmam não ter visto nada. Apenas ouviram o barulho dos tiros", explica.

Os familiares da vítima informaram à polícia que Marcos Roberto da Silva Alves, 32 anos, recebeu uma ligação para fazer uma corrida, quando chegou no local indicado pelo cliente, ele foi morto. O crime ocorreu aproximadamente às 19h30.

Poucas horas depois, Carlos Henrique do Espirito Santo, 28 anos, foi morto na passagem Bom Sossego, no bairro do Distrito Industrial. O sargento Ivan Souza explica que a noite foi sangrenta no município. Ele pertence ao policiamento do Aurá e precisou ser deslocado devido ao número de ocorrências de homicidios na área do 6º Batalhão da PM. "Infelizmente, aqui há poucas informações. O crime tem carateristicas de execução. Mas a vítima, segundo os vizinhos, era trabalhador. Não tinha envolvimento com nada", explica o sargento.

A vítima acompanhava uma apresentação de capoeira quando dois homens em uma motocicleta e mais um veículo preto estacionaram próximo e o assassinaram a tiros.  Carlos Henrique foi descrito como um homem trabalhador pelos vizinhos. Ele trabalhava em uma lava jato no bairro. Sem chance de defesa, ele foi executado próximo de casa.