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Ciência e pesquisa têm aliado no desenvolvimento do Pará

O LIBERAL ajuda a difundir os estudos do "Evandro Chagas" e do Museu Goeldi


Por: O Liberal Em 21 de dezembro, 2016 - 09h09 - O Liberal 70 anos

Foto; Divulgação

OEstado do Pará conta com dois dos principais centros de pesquisas do país: o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e o Instituto Evandro Chagas (IEC). Ambos contribuem para o desenvolvimento da ciência no Brasil, tendo, inclusive, destaque internacional. O mais antigo é o MPEG, que completou 150 anos em outubro deste ano, e se dedica a conhecer a Amazônia em toda sua diversidade de fauna e flora, além de seus processos naturais e populações. Ligado ao agora Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), é a mais antiga instituição científica da região amazônica, reconhecida mundialmente como uma das mais importantes.

O diretor do MPEG, Nilson Gabas Júnior, se orgulha em afirmar que o Parque Zoobotânico, que existe há 121 anos, “é um dos 65 pontos turísticos mais visitados de todo o Brasil. É a nossa ‘vitrine’, onde está uma mostra da riqueza natural da Amazônia. Nós recebemos uma média anual de 400 mil visitantes”. E a relação com esses visitantes, segundo Gabas, “é de diálogo, integração, intercâmbio e de construção de propostas também”, enfatiza.

O Museu Goeldi presta serviços importantes, como preservar coleções científicas das nossas culturas e natureza, divulga e populariza o conhecimento, forma cientistas e transforma resultados de pesquisas em subsídios para elaboração de políticas públicas ou processos e produtos de inovação e tecnologia. 

“Dessa última forma, em especial, a instituição se mantém relevante num âmbito maior, para além das publicações científicas. Nós temos várias patentes sendo solicitadas, somos a sede de uma rede de núcleos de inovação e transferência de tecnologia. Ciência e tecnologia, e não apenas saúde e educação, estão na base de qualquer política de Estado”, diz Gabas.

Atualmente, o MPEG conta com várias linhas de pesquisas nas áreas de Zoologia, Botânica, Ciências Humanas (Arqueologia, Antropologia e Linguística) e Ciências da Terra e Ecologia. Realiza também estudos em laboratórios e tem 18 coleções científicas com cerca de 4,5 milhões de itens tombados e estudos de campo em plena floresta amazônica.

Sobre parceiros que contribuem para a divulgação dessas pesquisas, Gabas é enfático ao falar de O LIBERAL, que, segundo ele, “é um grande aliado do Museu no trabalho de compartilhar informação e disseminar conhecimento científico sobre a Amazônia”. Ele cita também o trabalho feito nas coleções sobre a Amazônia, desde o primeiro momento, com os dossiês, até as edições da Revista Amazônia Viva. “Esse espaço aberto é algo memorável”, conta.

IEC

Localizado em Ananindeua, o Instituto Evandro Chagas (IEC) é outro importante centro de pesquisas instalado no Pará. Vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS), atua nas áreas de pesquisas biomédicas e na prestação de serviços em saúde pública. Sua área de atuação está relacionada às investigações e pesquisas nas áreas de Ciências Biológicas, Meio Ambiente e Medicina Tropical.

Recentemente, o IEC teve papel importante acerca do zika vírus. De acordo com o diretor do IEC, Pedro Vasconcelos, há diversos projetos de pesquisa com o vírus zika, como o desenvolvimento de vacina - projeto financiado pelo Ministério da Saúde -, em colaboração com a Universidade do Texas, em Galveston, nos Estados Unidos. Além disso, há também estudos para o desenvolvimento de testes sorológicos e virológicos mais eficientes, seguros e mais específicos e sensíveis para o diagnóstico do vírus.

Para que pesquisas como essas cheguem ao conhecimento da população, Pedro cita a parceria da imprensa no que diz respeito à divulgação. “Lembro-me de várias reportagens em O LIBERAL que mostraram os resultados inéditos para o mundo da associação causal entre o vírus zika e os casos de microcefalia no Nordeste do Brasil, que era o que se buscava e ninguém conseguia demonstrar. Outra vez foi quando o IEC teve a primazia mundial em demonstrar de forma inequívoca e definitiva que o vírus zika era o responsável pela epidemia de microcefalia e outras malformações congênitas no Nordeste brasileiro. Essas duas reportagens foram marcantes e mostraram que informar corretamente e no tempo adequado faz a diferença”, disse.