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Brasil e EUA se enfrentam na Liga Mundial em prévia olímpica

Depois de vencerem Irã e Argentina, equipes integrantes do chamado Grupo da Morte da Rio 2016 fazem último jogo da etapa do Rio neste sábado, às 23h1


Por: Globoesporte.com Em 18 de junho, 2016 - 12h12 - Vôlei

O último teste em casa, antes da Olimpíada do Rio, deverá ser o mais duro. Contra um adversário consistente, alto, forte fisicamente e equilibrado. Por isso mesmo, Serginho puxa a orelha do time. Ressalta que embora tenham vencido as partidas contra Irã e Argentina, sem ter cedido um set sequer, precisam pecar menos nos contra-ataques.

Foto: Divulgação (CBV)

Sabe bem que desperdícios assim contra os Estados Unidos podem custar caro. Neste sábado, os dois integrantes do chamado Grupo da Morte da fase de classificação da Rio 2016 e invictos na Liga Mundial, vão estar frente a frente.

O confronto noturno exigirá alteração na rotina, para que o nível de atenção seja mantido alto num horário em que não estão acostumados a jogar. Nos Jogos, a exceção da estreia contra o México, o Brasil entrará em quadra sempre às 22h35. 

- Vai ser um jogo pesado. Depois da fase final da Liga Mundial de 2015 a gente fez uma excursão lá (o Brasil ganhou três dos quatro amistosos). E é sempre difícil, sempre duro enfrentar os Estados Unidos porque jogam muito bem taticamente, têm jogadores bons. É um jogo digno de Olimpíada. Quem estiver na Arena vai assistir um jogo pegado e vamos ver se a gente consegue fazer a terceira vitória para viajar bem. Tivemos até agora dois resultados bons, mas em outras situações, principalmente em parte técnica e contra-ataque, não me agradou, não. Contra a Argentina, no primeiro set a gente criou oito contra-ataques para fazer um. Não pode. De oito contra-ataques a gente tem que fazer seis ou oito. Fazer um só é muito pouco para a seleção brasileira que quer ganhar medalha. Criar e não fazer não adianta - disse o experiente líbero. 

Isac empresta ouvidos a Serginho. Tudo o que fala durante a partida é assimilado pelo jovem central. 

- Ele já viveu inúmeras situações dentro de quadra com a seleção. A gente brinca que ele é o chefe, é o que manda. E se está falando, está querendo, a gente tem que ir junto, né? Ele com  40... Então eu, com 25, não posso ficar atrás. Serginho tem muita experiência. Nós vamos ser colocados à prova mais uma vez. Os americanos já demonstraram volume de jogo aqui e acho que vai ser um espetáculo. Treinamos muito durante a semana para chegar a este momento. Agora é hora de jogar, botar para fora, alegria, foco, garra, determinação. Nosso time quer muito esse momento e vamos jogar para ganhar - afirmou. 

Do outro lado, o capitão David Lee sabe bem o tamanho do apetite do time brasileiro. Demonstra respeito pelos anfitriões, não poupa elogios a Serginho e a alguns outros de seus companheiros. 

- Bruno e Lucas têm uma grande conexão, uma das melhores do mundo. Wallace é incrivelmente explosivo, Lucarelli é um dos tops no mundo, Murilo tem a experiência de duas Olimpíadas. O time tem jogadores novos como o Isac. É uma equipe muito forte, que tem uma incrível história no voleibol. Então, todas as vezes que os enfrentamos vamos com a expectativa de que eles jogarão o seu melhor vôlei - admitiu.

Campeão olímpico em Pequim 2008, o central de 34 anos abre um sorriso ao falar sobre o Grupo da Morte, que conta ainda com forças como França e Itália.  

- Estão chamando assim. Vai ser duro! Mas se for bem nesse grupo pega um cruzamento com um time não tão forte nas quartas de final, se avançar entre os dois primeiros. Se não, é difícil. Mas nos Jogos Olímpicos você tem de bater todos os melhores times. Temos que estar prontos. Achei esse Parque Olímpico incrível e não vejo a hora de a Olimpíada começar.