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Belém registra deflação no mês de novembro

Alimentos têm queda histórica e redução de 0,74% nos preços


Por: Thiago Vilarins, da Sucursal Em 09 de dezembro, 2016 - 21h09 - Economia

Foto: Reprodução/ internet

A inflação oficial medida na Região Metropolitana de Belém (RMB) no mês de novembro pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou variação negativa de 0,14% e ficou 0,65 ponto percentual abaixo da taxa de 0,51% registrada no último mês de outubro, segundo os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda de acordo com o levantamento, foi o primeiro resultado negativo registrado na RMB durante o mês de novembro, desde 1998 (-0,01%). No mesmo período do ano passado a variação da inflação foi de 1,25%. 

Na comparação com as 12 demais regiões metropolitanas pesquisadas, a deflação apontada em Belém só foi superada pela de Goiânia (-0,31%) no período analisado entre 28 de outubro e 30 de novembro de 2016. Já na outra ponta, os maiores índices inflacionários de novembro foram os de Recife (0,60%), Campo Grande (0,43%%) e Porto Alegre (0,37%). Em todo o País, o IPCA passou de 0,26% em outubro para 0,18% em novembro, constituindo-se também no menor índice para os meses de novembro desde 1998, quando registrou queda de 0,12%. Em novembro de 2015 o IPCA foi 1,01%.

Com este resultado, o acumulado no ano foi para 6,56% na Grande Belém, inferior ao índice de 8,42% registrado em igual período do ano anterior. Considerando os últimos doze meses, o índice alcançou 8,04%, ante o resultado de 9,50% nos doze meses acumulados em novembro de 2015. A inflação acumulada no ano de 2016 na RMB aparece agora como a quarta maior do País, atrás dos resultados de Porto Alegre (6,99%), Campo Grande (6,78%) e Recife (6,64%). Já nos 12 meses corridos, a variação se mantém na segunda posição, superado por Fortaleza (9,25%).

Segundo o IBGE, três dos nove grupos investigados na RMB apresentaram redução de preços, sendo o de Alimentos e Bebidas, que representa o maior peso na conta das famílias belenenses (35,86%), o principal responsável pelo alívio no bolso dos consumidores, com queda de 0,74% - a maior já registrada no mês de novembro, desde o início da série histórica, em 1998. Para efeito de comparação, o mesmo grupo registrou alta de 0,55% no último mês de outubro e de 2,37% em novembro de 2015. Com essa desaceleração, os índices acumulados no ano e ao longo dos últimos 12 meses caíram respectivamente de 11,10% e 15,30% em outubro, para 10,27% e 11,80%. 

Também se manteve a deflação da alimentação no domicílio, que em novembro registrou -0,97%. Já comer fora de casa, teve um leve aumento no mês de 0,07%. Puxaram a queda dos preços itens como o feijão-carioca (rajado), com redução mensal de preço de 27,95%; o repolho, com baixa de 12,36%; o tomate (-9,70%); o mamão (-8,36%); o leite longa vida (-5,55%); o limão (-5,50%); o caranguejo (-5,25%); a batata inglesa (-4,62%), o alface (-4,19%); a alcatra (-4,02%); a costela (-3,88%) e o filé-mignon (-3,81%), a laranja pêra (-3,62%) e o açaí (-3,32%).

Por outro, são desse grupo os dez itens que mais aumentaram os preços em novembro: abacate (45,93%), peixe-dourada (13,22%), uva (9,22%), melancia (7,18%), peixe-tucunaré (5,70%), camarão (5,32%), peixe-pescada (4,82%), milho-verde em conserva (4,34%), refrigerante e água mineral (4,15%) e suco de frutas em geral (4,01%). Considerando as variações acumuladas ao longo de 2016, ainda se destacam a laranja-pêra, com alta de 83,07%; o feijão-preto, com elevação de 70,29%, a manteiga, com 67,53%, o leite condensado, com 55,91%; e o feijão-carioca (rajado), com 51,39%. Em compensação, os alimentos que mais reduziram os custos entre janeiro e novembro aparecem o abacate (-26,68%), a cebola (-25,68%), o tomate (-8,66%), o camarão (-6,62%) e a carne de frango (-5,76%). 

Outros grupos que baixaram os índices no mês de novembro foram os de Artigos de Residência (-0,11%) e o de Comunicação (-0,09%). Em compensação, os itens e serviços que compõem o conjunto de Despesas Pessoais, foram os que mais aumentaram os preços, com alta de 0,47%, puxado, principalmente pelos serviços pessoais (0,62%), como empregado doméstico (0,92%) e cabeleireiro (0,45%). Depois surgem os grupos de Saúde e Cuidados Pessoais(0,43%), Vestuário (0,35%), Habitação (0,09%), Educação (0,08%) e Transportes (0,01%).