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Avanços contra o câncer

A infecção pelo vírus é uma das mais comuns Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)


Por: Extra Em 05 de janeiro, 2017 - 07h07 - Editorial

Nesta semana, o Estado do Pará foi incluído em uma inédita campanha na América Latina que envolve a vacinação de meninos na luta contra o Papiloma Vírus Humano, mais conhecido pela sigla HPV. Meninos de 12 e 13 anos de idade devem ir a postos da rede pública de saúde de todo o Estado para que sejam vacinados contra o vírus – assim como já ocorre com meninas.

A infecção pelo vírus é uma das mais comuns Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há cerca de 600 milhões de pessoas infectadas por HPV no planeta. O Papiloma Vírus é o responsável pelo câncer de colo de útero, mas também pode provocar cânceres de pênis, ânus e garganta.

Esta nova etapa da campanha de vacinação – o Brasil é o sétimo país do mundo a desenvolver a iniciativa – avança contra um dos principais problemas de saúde que afetam a geração atual de jovens e adultos. As DSTs estão entre as dez maiores causas de procura por atendimento em saúde a nível mundial e doenças relacionadas à infecção por HPV provocam grande impacto nos sistemas de saúde pública.

Vacinar meninas – e agora meninos, com perspectiva de alcance de 170 mil jovens só no Pará –, é um importante passo para a garantia de um ambiente saudável de gerações futuras. Para se ter uma noção dos problemas que o HPV traz, a expectativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é de que, entre 2016 e dezembro deste ano, 260 mulheres sejam diagnosticadas com câncer de colo de útero somente em Belém.

Na rede pública, a vacina é gratuita, mas pode custar até R$ 1 mil a dose em clínicas particulares. O governo federal investiu R$ 288 milhões para adquirir seis milhões doses para esta etapa da campanha nacional. Mas a indiferença de uma grande parcela da população é preocupante – além das pessoas que recebem a primeira dose e ignoram a segunda.

Para dar cor local à questão: segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), cerca de 300 mil meninas foram vacinadas na etapa anterior da campanha no Pará. Contudo, o número não chega nem perto de 50% da meta dentro do público alvo. O HPV é um problema sério e a vacinação não pode ser negligenciada. Em um futuro próximo, pode salvar milhares de vidas.