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Ataque à barbárie

O Estado Islâmico é tudo isso. Mas suas atrocidades cessaram? Não.


Por: O Liberal Em 23 de janeiro, 2017 - 07h07 - Editorial

Terroristas não conhecem outra linguagem senão a da força - extrema força. Não entendem outro método, senão os mais atrozes, selvagens e bárbaros que possam existir para conter-lhes os ímpetos assassinos.

Quando terroristas capturam reféns, decepam-lhes a cabeça diante de câmeras de vídeo e divulgam as imagens amplamente, pretendem que o mundo inteiro possa ver naquele ato o grau de violência um verdadeiro estimulante para ações das mais horrorosas.

O Estado Islâmico é um dos maiores e selvagens grupos de terroristas que já se reuniram nas últimas décadas. Já queimaram pessoas vivas, cortaram cabeças diante de câmeras, violentaram mulheres, usaram crianças como escudos, queimaram poços de petróleo e destruíram acervos históricos de várias cidades.

O Estado Islâmico é tudo isso. Mas suas atrocidades cessaram? Não. É preciso que continuem os bombardeios cerrados nas áreas ainda dominadas pelo grupo. É preciso que não se tenha contemplação alguma para deter o avanço terrorista.

A força, as armas, os bombardeios e outras formas de pressão têm surtido, felizmente, o efeito desejado de conter a hediondez do Estado Islâmico. Por isso já se constata que, muito embora o recém-empossado presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha prometido acabar com o EI de uma vez por todas, o grupo radical já está fugindo devido ao aumento da pressão sobre suas bases.

O ex-diretor-adjunto do Escritório de Inteligência do Oriente Médio do Departamento de Estado dos EUA, Wayne White, disse recentemente que a maior parte do trabalho pesado já foi feito e  o EI está em constante rota de fuga.

Os bombardeios aéreos contínuos dos Estados Unidos e da coalizão internacional, além dos esforços dos EUA apoiados por curdos sírios e iraquianos, pelo exército iraquiano, tribos sunitas árabes iraquianas, milícias iraquianas xiitas e, mais recentemente, pelo exército turco, reduziram largamente o território original do EI e degradaram fortemente suas forças.

“Uma vez que a cidade de Mossul for liberada - a única área urbana verdadeiramente grande que permanece sob o controle do EI -, o curso será muito mais fácil no Iraque”, disse o especialista. Para White, os bombardeios e uma série de forças opostas em terra estão prestes a dar o golpe final no Estado Islâmico.

Segundo White, nesta fase tardia do esforço anti-EI na Síria e no Iraque, talvez o papel mais importante que Donald Trump e os militares dos Estados Unidos poderiam desempenhar é a pressão para que as vastas fronteiras com a Jordânia e a Arábia Saudita no flanco sul, dominado pelo EI, sejam patrulhadas da melhor forma possível. Tomara que sejam assim.