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As lições do 11 de Setrembro

A data deve ser lembrada, hoje, como um sinal de alerta


Por: O Liberal Em 11 de setembro, 2016 - 08h08 - Editorial

O dia de hoje é marcado como um dos mais tristes da história, pois o 11 de Setembro nos traz à memória o atentado terrorista que derrubou as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, além de outros prédios e um avião, nos Estados Unidos, matando 2.753 inocentes.

A data deve ser lembrada, hoje, como um sinal de alerta, pois o mundo ainda não está livre da intolerância, humana, demasiadamente humana, que muitas vezes nos reduz à condição animal que em muitos prepondera.

O atentado perpectrado pela Al-Qaeda nos faz refletir que, apesar dos avanços tecnológicos, dos celulares de última geração - e de tudo o mais avançado que há por vir - não podemos dizer que estamos mais evoluídos que Plantão, Sócrates e todos aqueles homens que pensaram a diferença, a diversidade, a sociedade, a democracia, o belo, o bem, o homem, na sua condição, causa primeira, fim último.

Não podemos dizer que estamos livres de um maquiavelismo em que os fins justificam os meios, em que inocentes pagam com a vida o preço de uma suposta justiça.

É prova cabal de que Einstein tinha razão, quando dizia que o homem ainda não aprendeu a viver a dois.

O 11 de Setembro que hoje transcorre deve servir de exemplo de que somos pequenos, ínfimos, e que somente o reconhecimento dessa pequenez pode nos agigantar, filosoficamente falando, pois os “donos da verdade” aí estão para proclamá-la aos quatro cantos, matando em nome da vida, pregando a salvação mediante a destruição, prometendo um mundo melhor, etéreo, imaginário, inatingível - hoje, ainda que seja - mas não têm a capacidade de mudar seu próprio mundo interior, de encontrar-se em si e valorizar a vida, esta, sim, acima de tudo, o bem maior, independentemente de posição social, riqueza, credo, cor ou legislações, à revelia da cultura e modos de ver, encarar e permitir-se na convivência com o outro.

Quando o líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, ameaça repetir os ataques do 11 de Setembro “milhares de vezes”, em vídeo divulgado por ocasião do 15º aniversário dos atentados às Torres Gêmeas, vemos que temos muito ainda a trilhar no caminho de aperfeiçoamentos da humanidade.

Enquando se proclamarem guerras étnicas em prol de uma suposta raça superior, o nazismo de Hitler ainda está entre nós. Se o cristinianismo abrandou os corações dos homens, devemos, em nome desse amor ao próximo, refletir que todos devem ter seu lugar ao sol. 

E se, por ventura, no modelo capitalista atual massas ficam excluídas, devem-se rever ações em prol dessas minorias para que não se incitem tendências que só levam à destruição da própria espécie.

Mas, independemente de modelo econômico ou político, cultura, raça, gênero, enfim, devemos, antes de tudo e de mais nada, neste 11 de Setembro, homenagear a memória dos inocentes que se foram, com ações que valorizem, em cada um de nós, os segundos de vida que nos restam e todos aqueles que nos são gratuitamente ofertados e nos deixar dominar por uma força maior: o amor à vida.