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Aos 39, líbero Serginho está de volta e não quer revezamento

Após ‘aposentadoria’, veterano reestreia nesta sexta focado em injetar novo ânimo no grupo, que vai tentar o décimo título da Liga Mundial


Por: Lance!Net Em 29 de maio, 2015 - 08h08 - Vôlei

Foto: Alexandre Arruda/CBV

Aos 39 anos e de volta à Seleção Brasileira de vôlei após uma 'falsa' aposentadoria da equipe nacional, Serginho tem uma certeza: 'No vôlei, se você não evoluir, os caras passam por cima de você. Aqui, não é como no futebol.'

Convicto de que seguiu à risca a receita para se manter em alto nível durante a ausência, o líbero é destaque da Seleção Brasileira, que estreia nesta sexta-feira na Liga Mundial contra a Sérvia, às 14h, no Ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte. Será o primeiro desafio do atleta na nova passagem pelo time, que é o maior campeão e tentará a décima taça.

A vontade de defender o país nunca desapareceu. Mas pesava o sentimento de que era hora de dar chance aos mais novos. O espaço foi aberto em 2012, após a derrota do Brasil para a Rússia na final olímpica em Londres, e nomes como Mario Junior, Felipe e Tiago Brendle, que compõem o grupo atual, tentaram preenchê-lo. Mas ainda restou uma lacuna para o técnico Bernardinho.

'Sempre falei que, se ele precisasse, poderia me chamar. Jamais negaria uma convocação. Mas preferia que não acontecesse', disse o líbero, considerado o melhor do mundo na função.

Vice-campeão da Superliga 2014/2015 pelo Sesi-SP, o vibrante jogador tem a responsabilidade de injetar ânimo em um elenco para lá de respeitado, mas que bateu na trave nas principais competições que disputou nos últimos cinco anos.

O jejum do Brasil na Liga Mundial é longo. A última conquista foi em 2010, em Córdoba (ARG). Desde então, a equipe conseguiu três vice-campeonatos (2011, 2013 e 2014) e um sexto lugar (2012).

O líbero, nascido em Diamante do Norte (PR), será a cara mais famosa de um grupo marcado pela juventude. Como já tem garantida a classificação para a fase final, por ser o país-sede, o Brasil pode usar a primeira etapa como um teste para os novatos.

Apesar disso, o respeito em relação ao veterano prevalece. A soberania de Serginho é tanta que até a comissão técnica está aberta às opiniões do líbero. Questionado sobre o revezamento de jogadores na posição, testado por Bernardinho na Liga Mundial do ano passado, com Mario Junior e Felipe, ele usa do bom-humor para deixar claro o que pensa.

'Falei para o Bernardo que não dá certo isso aí. Acho que líbero é líbero. Se precisa dar um apoio no outro fundamento, o cara não tem ritmo. Você esfria, não funciona. Tem que passar, defender, levantar, dar instrução, cobertura, apoiar. Até bloquear eu já consegui!', brincou Serginho, conhecido como 'presidente' pelos companheiros de Seleção.