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Alcino sentou na bola?

Livro desvenda um dos temas que levam às maiores discussões


Em 30 de agosto, 2015 - 06h06 - Esporte

Afinal, Alcino sentou ou não sentou na bola em um Re-Pa?. Tema de intensas discussões entre remistas e bicolores, desde a década de 70, quando o gigante Alcino começou a brilhar no Remo, até hoje o caso intriga as duas torcidas, mas agora acaba de ser revelado (página 120), com a saída do livro “Remo x Paysandu - Uma “Guerra” Centenária de autoria do jornalista e pesquisador do futebol paraense, Ferreira da Costa, lançado no último dia 24, com a presença de numerosos torcedores das duas bandeiras. 

O lançamento de mais uma obra que resgata a memória do futebol do Pará, é o 18° trabalho de Ferreira da Costa, que dessa vez aproveitou a folga que a dupla de gigantes dá aos seus torcedores, após a disputa da II Copa Verde e oferece aos desportistas paraenses um trabalho que desvenda os enigmas do clássico mais disputado do futebol mundial. O Re-Pa tem 101 anos de existência e 733 jogos. Nenhuma clássico em todo o planeta bola consegue alcançar a acirrada disputa paraense em números de jogos.

POLÊMICA

Em 1974, teve Re-Pa que foi parado a bala (da PM) e resultou na destruição do patrimônio do Clube do Remo, pela torcida bicolor, que revoltada

após não ter sido validado um gol pelo árbitro, no Baenão, e incitada por três jogadores do Papão, decidiu pular o alambrado, invadir o gramado e partir para agredir jogadores do Leão Azul. Aí, um PM decidiu tirar sua arma do coldre e passou a atirar na direção da torcida do Paysandu, sendo que cinco torcedores foram baleados e levados ao Pronto Socorro Muncipal da Tv. 14 de Março. O PM acabou preso na hora e foi alvo de um inquerito policial-militar pela sua atitude. No outro dia, o Baenão mais parecia ter sido vítima de um ciclone, pois teve todo o seu alambrado destruído, traves e redes arrancadas.

MAIORAIS

O Re-Pa tem seus personagens que são destaques na edição, que tem 236 páginas e mais de uma centena de fotografias históricas. Jango, caboclo de Soure, que jogou pelo Remo, tornou-se o maior atilheiro em um só jogo, marcando cinco gols na partida em que o Remo venceu o Paysandu por 7 x 2, na data de 5 de março de 1939, em jogo amistoso. Hélio, do Paysandu, todavia, foi quem mais marcou gols em toda a história do clássico, com 47 tentos. Quarentinha (Paysandu) é o jogador que mais “papou” títulos de campeão paraense, doze, no total, além de ter disputado 135 partidas. Manoel Francisco de Oliveira foi o árbitro que mais trabalhou, com 30 jogos na sua direção central. O Paysandu ganhou mais campeonatos: 45, contra 44 do Clube do Remo. O Leão Azul contabiliza, também, 7 Campeonatos Parenses seguidos, de 1913 a 1919. O Remo foi o clube que conseguiu a maior invencibilidade: 33 jogos, na década de 90. O Paysandu aplicou a maior goleada: 7 x 0, na data de 22.07.1945. O maior público ficou com o Re-PA de 29.04.1979, estreia de Dario (Paysandu) no clássico, com 64.010 torcedores presentes no Mangueirão. 

ESTATÍSTICA

O Re-Pa foi disputado 733 vezes: 335 jogos foram válidos pelo Campeonato Paraense; 363 jogos amistosos, taças, torneios não oficiais; 11 jogos pelo Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão; 7 jogos valeram pelo Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão; 5 jogos pelo Torneio Norte-Nordeste de Clubes; 5 jogos válidos pela Copa Regional do Norte; 3 jogos pela Copa João Havelange; 4 jogos pela Copa Verde. Vitórias do Remo: 256; empates: 248; vitórias do Paysandu: 229. Vantagem do Clube do Remo: 27. Total de gols: 1.860. Gols do Remo: 932. Gols do Paysandu: 928. Saldo de gols a favor do Remo: 4. 

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