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Jogos servem de estímulo para pesquisadoras


Em 17 de agosto, 2005 - 16h04 - Amazônia

Redação Online
De Altamira

Duas estudantes da Universidade da Amazônia (Unama) estão preparando uma exposição de temática indígena em Belém. Para enriquecer a pesquisa, as duas vieram colher material e fazer contatos durante os II Jogos Tradicionais Indígenas em Altamira, no sudoeste do estado. A mostra acontece entre os dias 21, 22 e 23 de setembro, na Unama BR.

Mayara Maia, estudante de Relações Públicas, conta que a idéia da mostra já vem sendo trabalhada há alguns meses. 'Já encaminhamos o trabalho para a reitoria e estamos correndo para fazer não apenas uma exposição, mas um evento em que também se discuta a questão indígena hoje', explica. Os debates devem contar com a presença de professores especializados da Unama, UFPA e lideranças indígenas, como Marcos Terena, do Comitê Intertribal e que representa os índios brasileiros na Organização das Nações Unidas. O evento, que terá o tema 'O espaço urbano sob o olhar indígena', terá também exposição de artefatos de diversas tribos, da coleção pessoal de Robinson Silva, que é etnólogo autodidata, especialista em arte indígena.

Thaís Ferreira, estudante de Publicidade e Propaganda, conta a dificuldade para estar nos Jogos. 'Era fundamental que estivéssemos aqui, ja que podemos conseguir contatos importantes e fazer nossa pesquisa de campo. Mas foi difícil. Viajamos doze horas, vindo de carro com um tio da Mayara. Estamos aqui por conta própria e definindo ainda como vamos voltar para Belém', disse Thaís.

A idéia da mostra é que seja realizada todos os anos, mas que nas próximas edições consiga promover um debate no meio acadêmico, que será o público inicial do projeto. 'Temos de trabalhar melhor esse envolvimento da sociedade com os indígenas, evitar esse isolamento e ajudar na aplicação de políticas publicas para eles. A cultura deles é linda, mas é preciso dar um certo olhar político também. Para iniciar esse envolvimento, vamos trabalhar a arte, isso já deve sensibilizar as pessoas', acredita Mayara.