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Carajás S11D alavancará a capacidade de produção da Vale no mercado global

É o maior projeto da história da mineradora e o maior da indústria de minério de ferro em termos de volume, custo e qualidade


Em 29 de agosto, 2013 - 20h08 - Negócios
O projeto de minério de ferro Carajás S11D, considerado o projeto de classe mundial de maior qualidade e menor custo da indústria global, será um dos destaques da exposição que abre nesta sexta-feira (30), na Casa da Mineração. A mostra "As riquezas minerais do Pará", promovida pelo Ibram e Simineral, retrata os principais projetos em operação e em fase de implantação no Estado, como o S11D.



O capex total do projeto é de US$ 19,671 bilhões, tendo como base taxa de câmbio de R$ 2,00/ US$, e compreende o desenvolvimento da mina e planta de processamento (US$ 8,089 bilhões) e logística (US$ 11,582 bilhões). Com capacidade nominal de 90 milhões de toneladas métricas anuais de minério de ferro e reservas de 4,2 bilhões de toneladas métricas, ele ainda conta com um teor médio de ferro de 66,7% e baixas impurezas.

A licença ambiental de instalação do S11D foi emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em julho e faz parte da segunda fase de licenciamento do projeto, autorizando o início das obras de construção da usina. O start-up é esperado para o segundo semestre de 2016 e atingirá sua capacidade nominal de produção em 2018. 

O Programa Capacitação Logística Norte, chamado de CLN S11D, aumentará a capacidade logística da Vale para 230 milhões de toneladas métricas anuais - a capacidade atual é de 130 milhões de toneladas métricas anuais -, e compreende a construção de um ramal ferroviário, duplicação de seções da ferrovia, terminal ferroviário e investimentos em instalações portuárias. O start-up ocorrerá a partir do primeiro semestre de 2015 até o segundo semestre de 2018.

Com a aplicação do conceito de mineração sem caminhões, os tradicionais caminhões fora-de-estrada, comuns na mineração, serão substituídos por uma estrutura composta por escavadeiras e britadores móveis. Eles irão extrair o minério de ferro e alimentar correias transportadoras que farão o transporte até a usina de beneficiamento. O uso de correias transportadoras possibilitará ainda que a usina de beneficiamento seja construída em uma região de pastagem, fora da área de floresta onde está localizada a mina, reduzindo o impacto com o desmatamento.

O processamento do minério de ferro a partir da umidade natural (sem acréscimo de água) é outra tecnologia que mitigará os impactos ambientais. Essa técnica elimina a geração de rejeitos com o máximo de aproveitamento do minério, pois as partículas mais finas, que seriam eliminadas no processo convencional, misturam-se ao produto final.

Além disso, os principais equipamentos de S11D serão movidos à energia elétrica. Só tratores de esteiras, motoniveladoras e outras máquinas auxiliares continuarão consumindo diesel. A Vale pretende usar biodiesel B20 nestes equipamentos, reduzindo ainda mais as emissões de gases de efeito estufa e se antecipando à legislação que prevê o uso do combustível somente a partir de 2020.

Quando estiverem operando, a mina e a usina do S11D produzirão economia de 93% e 77%, respectivamente, no consumo de água e combustível, possibilitando a redução de 50% na emissão de gases de efeito estufa, quando comparado aos métodos convencionais.  O processamento a seco permitirá também a redução do consumo de energia elétrica em 18 mil MW ao ano e a eliminação do uso de barragem de rejeito, minimizando a intervenção em ambientes nativos.

Outra inovação do projeto é a utilização de equipamentos fabricados e instalados em módulos, conceito já usado na indústria de petróleo na construção de plataformas marítimas. As estruturas que irão compor a usina são totalmente moduladas com um sistema pioneiro que fará com o que o concreto seja usado somente nas fundações. 

As estruturas utilizadas, que pesam de 80 a 1.300 toneladas, estão sendo montadas em módulos em uma área da Vale que fica a mais de 40 quilômetros do local em que a usina será instalada. Após a transferência, os módulos serão montados de forma que se encaixem.

Redação Portal ORM com informações de Assessoria Vale