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Internacionalização se torna aposta do mercado

Com o objetivo de expandir seus negócios, empresas nacionais apostam no mercado de outros países


Em 25 de abril, 2013 - 15h03 - Negócios

O Brasil mais que um país, tornou-se uma espécie de 'marca diferente' que atrai os olhares estrangeiros. Por isso, empresas começam a investir nessa tendência, com a internacionalização de seus produtos - biquínis, chinelos, maquiagens e itens de higiene e beleza.

Após decidir intensificar a sua participação nos demais países da América Latina, a Natura, por exemplo, investe na ampliação da venda direta, com sua rede de consultoras e consultores, e no reconhecimento institucional com produtos, genuinamente, brasileiros.

Em 2012, as Operações Internacionais, que compreendem as unidades instaladas na Argentina, Colômbia e no Chile, México e Peru, alcançaram um patamar de desenvolvimento e rentabilidade, encerrando o ano de 2012 com uma fatia de 11,6% da receita líquida da Natura.

A lucratividade das Operações em Consolidação (Argentina, Chile e Peru) totalizou R$ 78,4 milhões com margem Ebitda (indicador financeiro que representa quanto uma empresa gera de recursos através de suas atividades operacionais) de 16,1%.

Além de levar seus produtos para praças de outros países, com instalação de espaços em Paris e Buenos Aires, a empresa também começa a expandir seu modelo comercial, um indicativo é aumento do número de consultoras e consultores que cresceu 25% em 2012. 'Agora, essas unidades começam a trazer frutos para os resultados da Natura, contribuindo de maneira significativa no crescimento do negócio, na rentabilidade e na expansão do bem estar bem em toda a América Latina', enfatiza José Vicente Marino, vice-presidente executivo.

Nas Operações Internacionais, nas quais o crescimento acelerado dos negócios amplia a demanda por líderes com experiência global e conhecimento regional, foi lançado o programa Inspirando Caminhos. A iniciativa dá a oportunidade para novos talentos ou mesmo pessoas que já são colaboradoras na região de avançar mais rapidamente no seu próprio desenvolvimento, participando de uma formação específica de longo prazo. Em uma formação interna, eles acompanham os trabalhos dos principais líderes internacionais da empresa e desenvolvem projetos relevantes durante nove meses, quando passam a assumir posições estratégicas nessas operações. Três pessoas passaram pelo programa em 2012 – todas elas de países da América Latina, exceto Brasil, onde a empresa já possui atuação consolidada.

Embora pequena, essa iniciativa trará importantes aprendizados e está alinhada à proposta de promover o multiculturalismo, ou seja, ter líderes com experiência internacional e que integrem cultura e conhecimento das diferentes geografias onde a empresa está presente.

Esses projetos têm ajudado a manter um plano de sucessão para os cargos mais estratégicos de liderança, além de ampliar o índice de aproveitamento interno que foi de 71% no Brasil e de 48% nas Operações Internacionais.