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05 de abril, 2013 - 06h59 - Polícia

Mulher de delegado é vítima de atentado

Carro blindado dirigido pela esposa de Éder Mauro foi destruído a tiros


Três advogados criminalistas foram vítimas de um atentado, na tarde de ontem, no Km 62 da rodovia Alça Viária. Ninguém ficou ferido, mas o carro, um Corolla prata blindado, ficou destruído. A mulher do delegado Eder Mauro, a advogada Alessandra Pereira, é a dona do veículo e o dirigia. O carro ficou destruído pelos disparos. Os outros advogados são César Ramos e Rodrigo Cruz. Os três retornavam de um julgamento na 3ª Vara Criminal da Comarca de Abaetetuba, onde foram defender um homem acusado de assassinar uma pessoa no município O nome do réu não foi divulgado pelos advogados. A polícia investiga o que motivou o atentado. Para os advogados, o atentado não tem nada a ver com o fato da dona do veículo ser mulher de um delegado. Para eles, o crime tem ligação com a defesa do réu, que teria assassinado o irmão de um policial militar, que foi condenado mas ganhou o direito de apelar em liberdade.

Alessandra Pereira contou que estava retornando para Belém, quando ouviu os estampidos em direção ao veículo. Os disparos foram efetuados de dentro de um Siena Vermelho. Dentro do veículo, afirmou a vítima, estavam quatro homens, todos fortemente armados.

'Estávamos retornando do julgamento. Eu dirigia o carro, o César estava do meu lado e o Rodrigo atrás. O nosso cliente seguiu em outro veículo. De repente, escutamos um barulho, pensávamos ser as pedrinhas da estrada. Mas percebemos que não. Eram três homens atirando e um dirigia. Eles estavam com pistola, escopeta e outra arma de forte calibre. Foi cena de filme de terror. Alguns saíam do veículo, com parte do corpo pro lado de fora', contou Alessandra.

Ela disse que os bandidos não paravam de atirar. Em determinado momento, eles pegaram o carro e colocaram no meio da rodovia para tentar impedir a passagem do veículo e atirar em direção ao para-brisa 'Mas atingiram a lateral e o motor. Não parei. Continuei dirigindo até bater no veículo, que foi jogado para o barranco. Quando eles perceberam que o carro era blindado e que eu não iria parar, eles abandonaram o Siena Vermelho e pararam uma carreta', contou.

A cena foi presenciada pelos pais da advogada, que também foram com ela para Abaetetuba. 'Quem viu toda a cena foram os meu pais, que me acompanharam na viagem. Meus pais pararam com o carro ao lado do meu e entramos no veículo. Seguimos até chegar à barreira da PRE (Polícia Rodoviária Estadual)', relatou Alessandra.

Para ela, o crime não teve ligação com o fato dela ser esposa de um delegado. 'Não sabemos ao certo, mas não tem nada a ver com meu marido. O foco pode ter sido nosso cliente. Mas ele não estava no carro. Só estavam os advogados' afirmou.

Fonte: O Liberal
Foto interna: Neldson Neves




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