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30 de janeiro, 2013 - 08h17 - Belém

Trânsito na Rua da Paz gera risco à estrutura do Teatro em Belém

Utilizada como via de escape, trânsito no local pode sofrer alteração


A Rua da Paz, nome dado à pequena via que passa ao lado do Teatro da Paz, vem recebendo tráfego de veículos cada vez maior, fato que preocupa a direção do local. Os motoristas buscam fugir dos congestionamentos frequentes na Avenida Presidente Vargas e utilizam a rua como escape para a Avenida Assis de Vasconcelos. A intensidade do trânsito no local poderia comprometer as estruturas do prédio, datado do século XIX. A Autarquia de Mobilidade Urbana de Belém (Amub) deverá estudar a situação no local.

 

O escape é usado não apenas por veículos de passeio, caminhões e vans também utilizam a viela. 'Nos horários de pico, chega a causar congestionamentos aqui. Tem buzinas e impaciência dos motoristas para todos os lados', comentou o diretor artístico do teatro, Gilberto Chaves. Ele chama atenção ainda para a finalidade da rua. 'Nos dias de espetáculo, a parte de trás do teatro é pulsante. Tem muitos caminhões fazendo entrega ou remoção de materiais e o trânsito fica terrível. Aqueles que também trafegam por aqui não têm a mínima compreensão com isso, agem com muita irritação', disse.

 

Gilberto acredita que se o tráfego fosse menor e incluísse apenas carros de passeio, o dano não aconteceria, porém, este não é o caso. 'Todo tipo de veículo circula por aqui. Caminhões de todo jeito. A trepidação que este tráfego causa pode comprometer as estruturas do prédio, que é uma construção antiga, não planejada para este tipo de movimentação', observou. A direção do teatro deve encaminhar à Amub um estudo feito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), sobre os malefícios de uma rua com trânsito acentuado no entorno do teatro.

 

Os motoristas que trafegam pela local acreditam que a via é uma saída válida, e bem-vinda, para o trânsito caótico de alguns horários em Belém. 'Acho que contanto que ninguém queira passar aqui correndo, não faz mal nenhum. Todas as soluções para resolver os problemas de trânsito são válidas', disse a estudante Mayara Santos, de 22 anos. Para ela, o tráfego de veículos pesados deveria mesmo ser restrito. 'A gente percebe que a rua está cheia de buracos, não é? Deve ser por isso', opinou.

 

A Amub informou, através de sua assessoria, que a rua é uma via como outra qualquer, logo, não poderia ter seu tráfego restrito. Porém, o plano de mobilidade da capital está em revisão e a situação poderia ser repensada. A autarquia afirmou ainda que está aberta a receber o estudo do Iphan para análise.

 

Fonte: Jornal Amazônia
Foto: Tarso Sarraf (O Liberal)




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