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Indústria de caminhões se recupera e gera novos empregos

O mercado de caminhões dá sinais de recuperação e as fábricas vão aumentar a produção em 2013


Em 24 de dezembro, 2012 - 09h09 - Brasil

Depois de um ano ruim, a indústria de caminhões começa a se recuperar. E gerar empregos.
O mercado de caminhões dá sinais de recuperação e as  fábricas vão aumentar a produção já no início de 2013. Funcionários de montadoras que estavam com contrato de trabalho suspenso já comemoram a volta à linha de produção.

Foi um ano de crise para as montadoras de caminhões. As vendas caíram, obrigando as fábricas a diminuir o ritmo de produção e a cortar turnos de trabalho.

O melhor momento do ano foi em maio, quando 18 mil e 800 caminhões foram licenciados. Depois disso, houve uma forte desaceleração, sendo setembro o pior mês.

Em outubro, os números apontaram o inicio de uma recuperação. Uma montadora chamou de volta 1500 funcionários que estavam com o contrato de trabalho temporariamente suspenso. Eles retornam pra fabrica a partir do início do ano e em fevereiro a linha de montagem estará novamente funcionando em dois turnos.

“Mudou a nossa expectativa para o ano 2013 temos um mercado absolutamente diferente de 2012. O primeiro trimestre teremos um ritmo forte”, acredita o diretor de recursos humanos Marcos Alves.

A montadora confia que setores que demandam transporte rodoviário vão crescer mais no ano que vem.

“O setor de infraestrutura é certamente um deles, a própria agricultura com as safras que indicam números melhores em 2013 ajudarão a compor todo essa retomada do setor de caminhões”, completa Marcos Alves.

Andre é um dos 1,5 mil  funcionários afastados desde junho. Durante esses meses, além de aproveitar o tempo com o filho de dois anos, fez cursos de aperfeiçoamento bancados pela empresa e pelo governo. As férias forçadas vão acabar e ele comemora.

“Foi a melhor notícia do ano, porque havia aquele temor da gente voltar ou não por causa da crise, mas como o mercado reagiu é a melhor notícia do ano”, comemora o operador logístico André Vieira.

Os 1500  funcionários continuaram recebendo salário. Uma parte foi paga pelo governo e o restante complementado pela empresa.

Fonte: Bom Dia Brasil