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Burocracia impede os clientes de bancos de economizar com a portabilidade

De acordo com o BC, os bancos já foram notificados e receberam sanções


Em 24 de dezembro, 2012 - 09h09 - Brasil

Com a concorrência acirrada no crédito ao consumidor, a portabilidade, ou seja, quando o cliente transfere seu financiamento para outro banco em busca de custos menores, pode trazer uma boa economia ao bolso. Em um empréstimo de R$ 100 mil, por exemplo, em 20 anos, com juros de 12% ao ano, será pago ao fim R$ 254.291,43. Um empréstimo do mesmo valor e pelo mesmo prazo, mas com juros de 9% ao ano resulta numa dívida total de R$ 210.409,04. É uma diferença de R$ 43.882,39, segundo simulação do educador financeiro Mauro Calil. 'Mesmo que a pessoa fique três anos pagando juro de 12% ao ano e depois migre para um juro menor, fará uma economia de R$ 37.301,63 ao final da dívida', calcula Calil.

No entanto, muitos clientes estão enfrentando problemas para levar seus créditos de uma instituição para outra. A aposentada Rita Coneglian e o administrador José Novais estão entre eles. Ela queria fazer a portabilidade porque tem dois empréstimos em bancos diferentes. Seu objetivo era organizar o orçamento recebendo apenas um boleto para pagar ao mês. Já o carioca Novais estava em busca de juros menores. Depois de meses de tentativa, nenhum dos dois conseguiu fazer a transferência.

Os dois reclamam da burocracia e, sobretudo, da dificuldade para quitar a dívida e então fazer a transferência. Um levantamento feito pelo Globo no site do Banco Central (BC), que é o órgão do governo responsável por fiscalizar os bancos, mostrou que 266 pessoas bateram à porta da instituição, entre janeiro e novembro deste ano, para reclamar dos bancos exatamente pelo difícil processo da portabilidade. De acordo com o BC, os bancos já foram notificados e receberam sanções.

Fonte: Jornal Amazônia